AGRONEGÓCIO

TecnoAgro 2025 encerra com recorde de visitantes e foco em inovação

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A TecnoAgro 2025, realizada entre os dias 18 e 20 de março na Fundação Chapadão, em Chapadão do Sul (MS), encerrou sua programação consolidando-se como um dos principais eventos do setor agropecuário no estado. A feira reuniu produtores rurais, pesquisadores, investidores e estudantes para debater inovações tecnológicas, desafios do setor e oportunidades de crescimento sustentável.

Com um investimento de R$ 9 milhões destinados à pesquisa e inovação, o evento recebeu aproximadamente 15 mil visitantes ao longo dos três dias, superando as expectativas da organização. O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, participou da abertura e destacou a importância do agronegócio para o desenvolvimento econômico do estado. Segundo ele, o nível de investimento privado em MS ultrapassa os R$ 70 bilhões, reforçando a relevância do setor na geração de empregos e crescimento econômico.

Principais destaques da TecnoAgro 2025

  • Inovação e tecnologia: Empresas apresentaram soluções em mecanização, insumos agrícolas, biotecnologia e inteligência artificial aplicada ao campo.
  • Produtividade recorde: Estudos apontam que a região está próxima de alcançar 90 sacas de soja por hectare, um marco para a agricultura local.
  • Participação acadêmica: Estudantes do ensino fundamental ao superior tiveram contato direto com o setor agropecuário, fomentando novas gerações de profissionais.
  • Expositores e negócios: Mais de 110 empresas participaram, promovendo um ambiente propício para investimentos e novas parcerias comerciais.
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O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter, destacou que a alta produtividade da região é fruto de investimentos constantes em tecnologia e pesquisa. Já o presidente da Fundação Chapadão, Ilton Henrichsen, ressaltou que a TecnoAgro é um reflexo do dinamismo e da competitividade do agronegócio brasileiro.

Além da relevância para o setor produtivo, a TecnoAgro movimentou a economia local, impulsionando o comércio, a rede hoteleira e os serviços. O evento contou com o apoio de instituições como o Governo do Estado, Prefeitura de Chapadão do Sul, Aprosoja, Famasul, SENAR/MS, Fundect e Ampasul.

Para os organizadores, o sucesso da edição de 2025 reforça a necessidade de ampliar o evento nos próximos anos, incorporando novas tecnologias e promovendo ainda mais debates sobre inovação e sustentabilidade no agronegócio.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Mudança no ITR pode impedir cobrança sobre terras invadidas e limitar avaliações abusivas

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A falta de critérios uniformes para definir quanto vale a terra nua, as dificuldades para contestar avaliações feitas pelos municípios e a cobrança sobre propriedades invadidas estão no centro de uma proposta que pode mudar o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). O Projeto de Lei 1.648/2024 está pronto para votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O ITR é um tributo federal declarado anualmente pelo proprietário rural. Embora pertença à União, sua fiscalização e cobrança podem ser transferidas aos municípios por convênio. A base do cálculo é o Valor da Terra Nua (VTN), que deve considerar o imóvel sem construções, instalações, culturas, pastagens cultivadas e outros investimentos feitos pelo produtor.

Na prática, porém, entidades do agronegócio relatam diferenças expressivas entre os valores declarados pelos produtores e as referências utilizadas por alguns municípios. Um dos principais problemas é a dificuldade de acesso aos levantamentos e à metodologia que justificam o VTN adotado pelo poder público. Quando a declaração é revista, o produtor pode receber a cobrança da diferença acrescida de juros e multa.

“Não se discute a obrigação de pagar o imposto. O que o produtor pede é transparência para saber como aquele valor foi calculado. Quando a metodologia não é apresentada, ele não consegue verificar se o VTN corresponde à realidade da região nem exercer plenamente seu direito de defesa”, afirma o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto).

O projeto determina que a apuração considere fatores como aptidão agrícola, localização e dimensão do imóvel, além de levantamentos realizados pelas secretarias estaduais e municipais de Agricultura. O relatório em análise também permite ao contribuinte apresentar um contralaudo técnico quando discordar da tabela do Sistema de Preços de Terra da Receita Federal. Esse documento teria validade de cinco anos.

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Na avaliação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades do setor, a mudança é necessária porque o ITR tem função principalmente regulatória: suas alíquotas aumentam conforme o tamanho da propriedade e diminuem de acordo com o grau de utilização. O objetivo original é desestimular terras improdutivas, e não ampliar a arrecadação mediante a valorização artificial da base de cálculo.

“O Valor da Terra Nua não pode incorporar, ainda que indiretamente, o resultado dos investimentos realizados na propriedade. Correção do solo, formação de pastagem, estradas, cercas e estruturas produtivas representam capital aplicado pelo produtor e não devem inflar o valor usado na cobrança do ITR”, diz Rezende.

Outro ponto do projeto afasta a incidência do imposto sobre imóveis invadidos quando o proprietário perde a possibilidade de explorar economicamente a área. Pelo relatório atual, a invasão deverá ser comprovada por boletim de ocorrência e comunicada à administração tributária. A retomada da posse também deverá ser informada.

Para os representantes do setor, cobrar o imposto nesse período significa exigir o pagamento de alguém que, embora continue proprietário formal, perdeu a disponibilidade econômica da terra. Representantes municipais defendem, no entanto, critérios adicionais de comprovação para evitar declarações indevidas.

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“Não é razoável cobrar de um produtor como se a terra estivesse disponível e gerando renda quando ele está impedido de entrar, plantar ou criar animais naquela área. A regra precisa reconhecer essa realidade, com formas objetivas de comprovação que protejam o proprietário e também evitem fraudes”, afirma o presidente do IA.

A versão inicial da proposta também pretendia usar a área efetivamente aproveitável, em vez da área total do imóvel, para definir a faixa de alíquota. O relatório apresentado na CAE retirou essa mudança por considerar que ela poderia reduzir a arrecadação sem a necessária estimativa de impacto fiscal. Assim, a tendência é que a tabela continue considerando a área total, embora áreas protegidas permaneçam excluídas da base tributável e do cálculo do grau de utilização.

O texto ainda prevê que os municípios deem prioridade à aplicação da receita do ITR em estradas vicinais, eletrificação, conectividade e outras melhorias no meio rural. A obrigatoriedade foi substituída por uma orientação de aplicação prioritária, diante do questionamento de que a Constituição restringe a vinculação das receitas de impostos.

A proposta já recebeu parecer favorável na Comissão de Agricultura e aguarda votação terminativa na CAE. Se aprovada e não houver recurso para análise pelo plenário do Senado, seguirá para a Câmara dos Deputados. O texto e o andamento podem ser consultados na página do PL 1.648/2024

Fonte: Pensar Agro

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