CUIABÁ

Caminhada contra o feminicídio gerou comoção e propõe a reflexão sobre o combate à misoginia e à violência de gênero

Publicado em

Domingas, Josiane, Fernanda, Maria Ivanilda, Ana Paula, Emilly, Maria, Silvana, Inês, Joyce, Aline se fizeram presentes durante a Caminhada ‘Cuiabá contra o Feminicídio’ realizada na tarde desta sexta-feira (1), na Praça Alencastro, região central da capital. Balões com o nome de vítimas de femicídios foram usados como uma homenagem a elas e gerou muita comoção durante a iniciativa realizada pela Prefeitura de Cuiabá, por meio do Núcleo à primeira-dama Marcia Pinheiro e Secretaria da Mulher, que reuniu cerca de 700 pessoas.

A chamada nominal foi uma forma de chamar a atenção de que as notícias são reais e a mudança é urgente.

Luani Eduarda sabe bem o que é sentir a dor de ter alguém que amava ser arrancado de sua vida. Há pouco mais de um ano, sua tia, a quem considerava como mãe, Aline, foi assassinada.

“Ainda não consigo falar sobre isso. Quando fecho os olhos e lembro da minha tia, ainda dói. Dói em saber que ele está livre e minha tia não se faz mais presente”, disse a jovem emocionada e revoltada.

Ela aproveitou o ato público e reforçou o chamado à população. “Você que tem um parceiro tóxico, que tira a sua liberdade e vontade de qualquer coisa: denuncie, peça ajuda. Já vi, muitas mulheres morrendo. É algo que comove o meu coração, saber que muitas não conseguem falar. Vivem aprisionadas”, acrescentou.

Leia Também:  SME divulga lista de aprovados para o CEIC Clóvis Dias; Matrículas serão efetivadas de 16 a 18 de agosto

Ao ver a movimentação na Praça Alencastro, Talita Carla da Silva Mastelari, 32 anos, se comoveu. Ela conta que se divorciou em janeiro desse ano e disse estar liberta de um marido narcisista. Ela conta que, foram dois anos de intensos dias de pesadelo. “As agressões físicas não foram tantas. O abuso psicológico é horrível. Tive que parar de trabalhar, ele não me deixava sair de casa. Não podia usar as roupas que eu queria. Quando a gente namorava, ele era um príncipe. Era o melhor homem que podia existir. Mas o narcisista é isso. Só quem passou por isso entende a importância desse ato. A Prefeitura de Cuiabá está de parabéns. Isso é de extrema importância. Essa bandeira branca é sinônimo da minha liberdade”, contou emocionada.

Só no primeiro semestre de 2023, foram dezoito mulheres assassinadas. Dessas, quatro eram de Cuiabá. “O crime de feminicídio não mata só a vítima, mas uma família inteira, e toda sociedade fica perplexa com tamanha crueldade. Batalhar com políticas públicas ao combate da violência deve ser uma luta de todos, para que de fato elas sejam eficazes. O poder público e a sociedade precisam se conscientizar de que precisamos nos manter vigilantes e combatentes. O Município, na gestão do nosso prefeito Emanuel Pinheiro, tem trabalhado incansavelmente na adoção de medidas de acolhimento e cuidados com essas mulheres e famílias atingidas. Precisamos mostrar que nós mulheres, não estamos sozinhas. Podemos e devemos pedir socorro”, declarou a primeira-dama, Márcia Pinheiro.

Leia Também:  Sine Municipal tem vagas para vendedor com salário de R$ 3 mil e comissão

Para Rosana Leite Antunes de Barros, defensora pública e coordenadora do Núcleo de Defesa das Mulheres da Defensoria Pública, “a violência contra as mulheres não se limita ao âmbito doméstico, ela tem um impacto que se estende a todos os setores da sociedade. Infelizmente, o feminicídio é um crime que pode ser evitado, mas, lamentavelmente, não tem sido devidamente prevenido. Portanto, é crucial que tomemos medidas significativas para impedir que as mulheres se tornem vítimas fáceis dessas situações. Isso envolve a implementação de ações eficazes e políticas públicas afirmativas. Dessa forma, podemos oferecer às mulheres uma chance maior de liberdade e vida”.

No total, o percurso da caminhada foi de aproximadamente 1,3 quilômetro, com início na Praça Alencastro, seguindo pela rua Treze de Junho – Praça Ipiranga – Praça Bispo- Getúlio Vargas e retornando para o ponto de partida, a Praça Alencastro.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CUIABÁ

Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

Published

on

A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá convoca 503 cuidadoras de aluno com deficiência

A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

Leia Também:  Pregão eletrônico para concessão onerosa de uso dos quiosques em praça do bairro Terra Nova acontecerá segunda-feira (22); inscrições abertas

Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA