VÁRZEA GRANDE

Prefeitura convoca mulheres com pedidos de mamografia para atualização cadastral

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Pacientes estão na fila de espera pelo exame desde 2023 e agora terão a chance de realizar o procedimento pelo SUS várzea-grandense

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realiza neste sábado, dia 27, uma convocação especial para mulheres que possuem pedidos de mamografia emitidos desde 2023 e que ainda aguardam a realização do exame. O atendimento será das 8h às 16h, sem intervalo para almoço, na sede da Secretaria, localizada na Avenida da FEB, nº 2138, ao lado da concessionária Ariel.

As mulheres devem comparecer munidas de documentos pessoais, cartão do SUS e, se possível, da guia médica/pedido do exame.

De acordo com a Secretária Municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a ação é necessária porque grande parte das pacientes está com os contatos telefônicos desatualizados, o que tem dificultado o agendamento dos exames. “Estamos fazendo um esforço conjunto para localizar essas mulheres e garantir que realizem seus exames. O Outubro Rosa se aproxima e a prevenção é a nossa prioridade. É fundamental que as pacientes que se enquadrem nesse chamamento compareçam, para que possamos organizar os atendimentos, fazendo essa fila de espera andar”, destacou.

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A convocação segue até o dia 3 de outubro. Nesse período, as mulheres podem procurar a sede da Secretaria Municipal de Saúde mas agora em horário comercial, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.

As pacientes localizadas terão seus exames incluídos em um mutirão de mamografia, agendado para o dia 6 de outubro, em uma parceria com a FEB Saúde, prestadora parceira do Município.

Já a subsecretária de Saúde de Várzea Grande, Erika Carvalho, ressalta a relevância da campanha Outubro Rosa. “O objetivo é motivar a realização de exames preventivos, como a mamografia, que aumentam as chances de cura. A campanha também visa fortalecer o diagnóstico precoce para viabilizar tratamentos menos agressivos”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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