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Seminário das Relações Étnico-raciais de Várzea Grande teve participação de secretária do Ministério da Educação

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Além de abordagem de Educação Étnico-racial, o evento promoveu reflexões sobre a aplicabilidade da Lei Nº. 10.639/2003 no currículo escolar

A sexta edição do Seminário da Diversidade e Educação para as relações Étnico-Raciais, promovido pela Prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial, contou com a participação de diversas autoridades e da secretária Zara Figueiredo da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI) do Ministério da Educação (MEC).

O evento, realizado no auditório do Hotel Hits Pantanal durante todo o dia 22 de novembro, reuniu profissionais da Educação de Várzea Grande e teve como foco a Lei Nº. 10.639/2003 – Vinte anos de luta e resistência negra e o objetivo de dialogar e promover reflexões sobre os vinte anos da Lei e sua aplicabilidade no currículo escolar.

Representando o prefeito Kalil Baracat, o vice José Hazama disse que Várzea Grande vem cumprindo seu papel e contribuindo para o alcance da promoção da igualdade racial. Desde 2010, o município se preocupa em organizar equipes de trabalho em prol da implementação das Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008.

“Em 2016, a Prefeitura municipal, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer disponibilizou materiais pedagógicos de combate ao racismo no Portal da Prefeitura, enquanto trabalhavam concomitantemente em formações continuadas que até hoje são realizadas por meio de estímulos e acompanhamento”, frisou.

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O secretário Silvio Fidelis, que também é presidente da Undime/Mato Grosso e vice-presidente da Undime nacional, destacou que o Seminário foi uma oportunidade para a importante presença da Secretária do MEC.

“A Educação continuada é a base que devemos reforçar em nossas unidades. A secretária Zara também cuida da educação de jovens e adultos, da diversidade, da inclusão e de todo um trabalho que é realizado através de sua pasta. Como secretário de Educação e dirigente da Undime, estamos sempre em contato com o MEC, com o ministro Camilo Santana e com sua equipe para contribuirmos nos avanços da educação no país”, afirmou.

Em suas palavras, a secretária Zara Figueiredo disse que estava muito honrada em participar do Seminário e enfatizou a relevância de ações que envolvem jovens, diversidade e educação.

“Estou feliz e muito bem impressionada por ver que a Educação em Várzea Grande está atenta e trabalhando para garantir a inclusão e diversidade. Essas experiências e as iniciativas exitosas que estou tendo a oportunidade de ver aqui podem colaborar com o MEC na construção de políticas públicas efetivas que irão garantir a representatividade e inclusão dos grupos nos investimentos que agreguem a legitimidade dos territórios”, pontuou.

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A secretária titular do SECADI reforçou que a Secretaria está de volta para fazer frente aos desafios da reconstrução das políticas sociais de grupos que historicamente foram alijados de seus direitos, garantindo o acesso às políticas públicas para educação quilombola, educação indígena, educação ambiental, educação de jovens e adultos, educação para as relações étnico-raciais, educação para pessoas com deficiência, educação em libras e educação para imigrantes.

“Os territórios têm a capacidade e o conhecimento da sua região para o desenho de suas políticas educacionais. Na minha compreensão, a régua de Brasília não serve para os territórios”, concluiu.

Acompanhada pelo secretário Silvio Fidelis, a secretária Zara Figueiredo também visitou as crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Nayr Sacre, na Cohab Cristo Rei e assistiu a uma apresentação especial dos alunos do Coral Doce Melodia da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Alino Ferreira de Magalhães, do bairro Parque do Lago.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase

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Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.

A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.

Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.

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Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.

De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.

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TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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