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Várzea Grande forma primeiros condutores de turismo de pesca esportiva

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Entre anzóis, conhecimento e novas oportunidades, Várzea Grande formou nesta quinta-feira (12) a primeira turma do curso gratuito de Condutor de Turismo de Pesca Esportiva. Ao todo, 21 alunos receberam certificação após quatro dias intensos de aulas teóricas e práticas, abrindo caminho para transformar o potencial do Rio Cuiabá em geração de renda, turismo e desenvolvimento para o setor de turismo.

A cerimônia de entrega dos certificados reuniu a prefeita Flávia Moretti (PL) e a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, que celebraram com os alunos a conclusão da capacitação.
O curso foi realizado ao longo da semana, com aulas noturnas de segunda a quinta-feira e atividade prática na manhã do último dia, quando os participantes aplicaram na prática os conhecimentos adquiridos.

Durante a formatura, a prefeita destacou que qualificar a população é um dos caminhos para fortalecer o turismo e movimentar a economia local. “Estamos investindo em capacitação porque acreditamos que o turismo pode gerar emprego, renda e novas oportunidades para nossa população. Várzea Grande tem potencial natural e cultural, e preparar profissionais para receber visitantes é um passo fundamental para desenvolver esse setor”, afirmou Flávia Moretti.

A secretária Fabyane Nagazawa reforçou que a qualificação faz parte da estratégia de fortalecer o turismo local. “Capacitar pessoas é preparar a cidade para crescer com organização e qualidade no turismo”.

O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Edu Sá, acompanhou a aula prática e explicou que o curso é resultado de uma parceria entre Estado e município. “Essa capacitação é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado, por meio da SEDEC e da Secretaria Adjunta de Turismo, e a Prefeitura de Várzea Grande. São 30 horas de formação com teoria e prática para preparar profissionais que já atuam ou querem atuar no turismo de pesca esportiva”.

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Segundo ele, o curso integra o programa Qualifica Turismo VG, criado pela gestão municipal para ampliar oportunidades de emprego e renda. O interesse superou as expectativas. Mesmo com 20 vagas previstas, Várzea Grande registrou 23 inscrições e 68 pessoas interessadas, sendo o município com maior procura entre os 16 participantes do projeto estadual.

Diante da demanda, o Governo de Mato Grosso já demonstrou interesse em abrir mais três turmas na cidade.

O coordenador de estruturação e qualificação em turismo do Estado, Marcos Vinícius Miranda de Sena, explicou que a capacitação busca preparar quem está na linha de frente do turismo. “Esses profissionais aprendem técnicas de pesca esportiva, primeiros-socorros, relacionamento interpessoal e a melhor forma de atender o turista que visita nossos rios e pesqueiros”.
Já Marcos Vinícius Barros, engenheiro de aquicultura e coordenador da empresa Igarapesca, responsável pela execução do curso, destacou que a formação ajuda a profissionalizar uma atividade tradicional da região. “Muitos já têm ligação com a pesca, mas agora recebem preparação técnica e orientação para atuar no turismo de forma profissional”.

Comunidade vê nova oportunidade – Na comunidade de Bonsucesso, conhecida pela Rota do Peixe, o curso foi recebido como um impulso importante para ampliar as atrações turísticas. O presidente da Associação de Cultura e Turismo de Bonsucesso, Juliano Barros, comemorou a iniciativa.

“Esse curso chegou na hora certa. O turismo está crescendo e agora, além da gastronomia, teremos mais uma atração, passeios no rio e a pesca esportiva”.

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Para Robson Ribeiro da Rosa, da Peixaria 4R e conselheiro da Abrasel, a novidade cria novas experiências para quem visita a região. “Agora podemos oferecer aos clientes não só a comida típica, mas também passeios e experiências no rio”.

Entre os formandos, o pescador Benedito Gonçalves da Silva, conhecido como Bacurau, afirmou que o aprendizado surpreendeu até quem já vive da pesca há muitos anos. “A gente pescou a vida inteira, mas aqui aprendemos coisas novas. Isso ajuda a comunidade a crescer e acompanhar as mudanças”.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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