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Acesso ao conhecimento tecnológico transforma vida de alunos PCDs

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Com dedicação e entusiasmo, alunos com deficiência (PCDs) concluíram o Programa Instrumental em Informática Básica, fruto de uma parceria entre o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), mostrando que o acesso ao conhecimento tecnológico pode transformar vidas. A entrega dos certificados ocorreu na manhã desta quarta-feira (24.09), na sala de aula da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT), em Cuiabá. 

 

A conquista representa não apenas o domínio de novas ferramentas digitais, mas também um passo importante para ampliar a inclusão, a autonomia e as oportunidades no dia a dia, como ressaltou a estudante Caroline Silva Rocha, de 27 anos de idade. “Comecei a ter baixa visão em 2021 e, desde então, estava só em casa. Para mim, o curso foi de grande valia, foi muito bom, porque eu já tinha esquecido muita coisa. E, com o auxílio dos professores, consegui terminar o curso, mesmo com a baixa visão, o que foi muito bom para mim”. 

 

Para Felipe Gabriel Dias de França, de 22 anos de idade, o certificado representa novas oportunidades para o mercado de trabalho. “O curso vai ajudar a abrir portas para outras coisas que eu vou querer fazer. Esse certificado representa a luta que eu tive para concluir. O curso foi muito bom, maravilhoso, todas as pessoas que ajudaram são maravilhosas”, avaliou.  

 

O Programa Instrumental em Informática Básica habilita os alunos a utilizarem o Windows, Word, Excel, PowerPoint e Internet. A carga horária total é de 80 horas, sendo que as aulas foram ministradas no período de 25 de junho de 2025 a 24 de setembro deste ano. Cinco alunos concluíram o curso e receberam o certificado. 

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O diretor-geral do TRE-MT, Mauro Sérgio Rodrigues Diogo, agradeceu ao Senac pela parceria e destacou a dedicação de professores e alunos. “O primeiro passo foi dado, de muitos que virão pela frente. Parceria boa é aquela que é boa para todos, como esta, que beneficia a Justiça Eleitoral, o Senac e os alunos. Já foi a época de ter um Tribunal fechado, o TRE-MT abre as portas e fazemos questão de incluir esses projetos de cunho social, a exemplo do SoleTRE, de alfabetização, que já realizou sete edições. Que a gente também repita essa parceria com o Senac em outras edições”. 

 

A assessora da Presidência, Sueli Sanae Shimada Ueda, parabenizou os professores pelos ensinamentos, e aos alunos, pelo esforço e dedicação. “Esta é uma das missões mais bonitas, a de ensinar. E os alunos que continuaram até o final, estão de parabéns pela perseverança. O certificado é apenas o começo, espero que continuem nessa jornada e reforço que o TRE-MT continua de portas abertas”, frisou. 

 

Segundo a psicóloga educacional do Senac, Amanda Souza Gomes, a conclusão do curso é motivo de muita alegria e gratificação. “Ficamos felizes por ver esses alunos concluindo o curso, sabemos que é um desafio, mas que também irá ajudá-los na inclusão ao mercado de trabalho e isso é muito importante. Temos buscado a questão do acolhimento e da inclusão, e ver os alunos finalizando o curso, quer dizer que estamos no caminho certo. Agradecemos ao TRE-MT por esta oportunidade e esperamos novas parcerias”. 

 

Pela primeira vez dando aula para PCDs, o professor do Senac, Thiago Nascimento, destacou que a experiência foi desafiadora. “Foi algo novo, mas, no final, conseguimos alcançar o objetivo proposto que é a aprendizagem dos alunos. Tivemos algumas dificuldades, como a falta do intérprete de Libras em algumas aulas, fiz o auxílio aos alunos com deficiência auditiva por meio de um aplicativo que baixei, conseguindo mantê-los na sala de aula. Então, é gratificante poder vê-los recebendo a certificação e estarem preparados para o mercado de trabalho”, afirmou. 

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A parceria 

 

Esta foi a primeira turma do curso para PCDs. Enquanto a Justiça Eleitoral entrou com o espaço físico, apoio logístico e a triagem dos alunos a partir de dados eleitorais, o Senac-MT participou com a seleção dos alunos, disponibilização de computadores portáteis, designação de três professores e material didático de educação inclusiva. A capacitação em Informática Básica é um dos cursos profissionalizantes mais demandados pelo setor de comércio e serviços em Mato Grosso, conforme o Senac-MT.   

 

O conteúdo programático incluiu aulas teóricas e práticas sobre o uso do sistema operacional Windows, além de aplicações como MS Word, MS Excel, MS PowerPoint, Outlook e até noções elementares para uso da Inteligência Artificial e das funcionalidades de smartphones, considerados celulares de bolso. Ao término do curso, o aluno ainda receberá apoio do Senac-MT para colocação no mercado de trabalho.   

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas em uma sala de aula. Ao centro, alguns jovens seguram certificados, acompanhados por representantes e instrutores do curso. Todos estão sorridentes, em clima de celebração pela conclusão da formação. Ao final da matéria, tem uma galeria com mais fotos da entrega de certificados. 

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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