A ala pediátrica do Hospital Regional de Sinop, gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), completou um ano de funcionamento e atendeu 1.758 crianças neste período.
Conforme levantamento da direção do hospital, foram registrados 491 atendimentos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 867 na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e 472 na enfermaria pediátrica.
Atualmente, a ala pediátrica conta com cerca de 150 colaboradores diretos e indiretos e é composta por 10 leitos de UTI, 15 leitos de UCI e 5 leitos de enfermaria. A estrutura foi inaugurada no dia 18 de agosto de 2023 e recebeu o primeiro paciente já no dia 19.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, relembrou que a inauguração dos leitos foi muito importante para a região e reforçou que o alto número de atendimentos é resultado de uma gestão que busca a eficiência do serviço prestado ao cidadão.
“Estive com o governador Mauro Mendes na inauguração desta ala pediátrica, que era muito importante para Sinop e toda a região e, desde então, a população da região do Teles Pires pôde contar com um atendimento pediátrico de excelência. Isso é fruto de um grande trabalho desenvolvido pelas equipes da Secretaria de Estado de Saúde e do Hospital Regional. Trabalhamos para modernizar e dar mais eficiência à prestação dos serviços em saúde”, disse.
Já o diretor-geral do Hospital Regional de Sinop, Jean Alencar, reforçou que os bons indicadores são frutos de uma gestão responsável e preparada. “Esses números vão ao encontro com aquilo que sempre buscamos com a implantação deste serviço, que é levar um atendimento de excelência para a população. Os dados que temos hoje evidenciam que estamos no rumo certo”, avaliou.
O médico pediatra e responsável técnico pela ala pediátrica do Hospital Regional de Sinop, Rafael Aita, também avaliou positivamente o trabalho desenvolvido. “É gratificante ver que chegamos a um ano de atendimento tendo bons índices. A unidade proporciona uma ótima estrutura para os pacientes e família, além de oferecer alojamento para as mães, que estão com seus filhos internados na UTI pediátrica”, acrescentou.
A residente de Alta Floresta, Ana Paula dos Santos Veloso, é mãe da pequena Isabelly, de 6 anos, que é atendida na ala pediátrica da unidade. Ela destacou os diferenciais do Hospital Regional de Sinop.
“Somos de Alta Floresta e é muito importante ter uma unidade que possa atender minha filha, mesmo que longe de casa. Aqui o atendimento é diferente, humanizado e rápido. Já vi no início, quando realizamos os exames poucas horas depois que a minha filha chegou. É difícil ver um hospital do SUS com uma qualidade desse nível, uma equipe que trata bem e tem um cuidado humano com os pacientes. Aqui minha filha tem uma atenção que nenhum hospital propôs a ela. O SUS precisa de mais hospitais como esse”, finalizou.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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