MATO GROSSO

Alto Taquari é o 13º município a atingir meta da campanha Biometria 100%

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Com 98,02% de cobertura biométrica, Alto Taquari (a 486 km de Cuiabá) é o 13º município mato-grossense a alcançar a meta da campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT). Do total de 7.983 pessoas aptas a votar, o município localizado no sudoeste do Estado já contabiliza 7.825 eleitores e eleitoras com biometria, restando um eleitorado de apenas 158 pessoas, o equivalente a 1,98%. A meta da campanha em 2025 é alcançar no mínimo 98% de cadastramento biométrico no Estado.

Alto Taquari pertence à 8ª Zona Eleitoral, que, por sua vez, já carimbou os seus quatro municípios no top 13: Alto Araguaia (99,01%) – a sede do cartório –, Ponte Branca (99,90%) e Araguainha (100%), sendo o primeiro município brasileiro a alcançar esse feito. Os municípios da 8ª ZE se juntam a Santa Rita do Trivelato (98,22%), Itanhangá (98,25%), Jangada (98,30%), Araguaiana (98,57%), Torixoréu (98,69%), Ribeirãozinho (99,01%), Planalto da Serra (99,25%), Indiavaí (99,49%) e Vale de São Domingos (99,55%).

Na 8ª Zona Eleitoral, a estratégia consistiu em massificar a divulgação dos mutirões eleitorais junto a emissoras de rádio e televisão, perfis de instituições e órgãos públicos nas redes sociais, além de parcerias com entidades e personalidades. Conforme o juiz eleitoral Daniel Sousa Campos, da 8ª ZE, uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde ajudou a ter acesso aos telefones atualizados de eleitores, canal que abriu caminho para uma comunicação direta em favor da biometria.

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“O resultado é satisfatório e reflete um trabalho de persistência, ligando diariamente para os eleitores, correndo atrás, dando continuidade ao trabalho de anos anteriores, potencializando o que já vinha sendo feito e dedicação exclusiva para a biometria. Tínhamos uma lista de telefones desatualizada, mas uma parceria exitosa com a Secretaria Municipal de Saúde ajudou que servidores chegassem até o eleitor. Já aconteceu de irmos até o último eleitor de um município, usando o carro da Justiça Eleitoral. Tudo isso é resultado de um conjunto de estratégias, que inclui a dedicação e o comprometimento dos servidores”, pontua o magistrado.

Em Mato Grosso, o índice de cobertura biométrica é de 91,04%, o que representa um eleitorado de 2.319.220 dentro de um universo de 2.547.213 pessoas aptas a votar. Ainda faltam 8,96% dos eleitores, ou 227.993 pessoas, no Estado.

Atendimento

Para ser atendido, basta comparecer a um cartório ou posto de atendimento eleitoral e apresentar um documento oficial com foto, na versão física ou digital. Esse mesmo atendimento pode ser encontrado nos mutirões. Neles, o eleitor ou a eleitora sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título.

Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada.

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Confira aqui os endereços de cartórios e postos eleitoriais de atendimento em todo o Estado.

Biometria

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação.

Representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições.

Jornalista Anderson Pinho

Crédito da Imagem: Prefeitura Municipal

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma vista aérea do município de Alto Taquari cercado por extensas áreas rurais. O núcleo urbano é formado por quarteirões organizados, com ruas retas e casas próximas umas das outras. Ao redor, há grandes campos verdes, áreas de pastagem e plantações que se estendem até o horizonte. À direita, vê-se um corpo d’água próximo à cidade. A paisagem combina zona urbana compacta com vastas áreas agrícolas.

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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