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Cartório Eleitoral encerra giro pela zona rural de Carlinda com mutirão na Comunidade Boa Sorte

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O Cartório da 24ª Zona Eleitoral, com sede em Carlinda (a 1.379 km de Cuiabá), promove nesta quarta-feira (10) mutirão para atender os eleitores da Comunidade Boa Sorte, na zona rural do município. A ação foca no cadastramento biométrico de eleitores, pois, na localidade, ainda há 90 eleitores sem biometria para um eleitorado de 235 pessoas aptas a votar. Os atendimentos vão acontecer no horário das 8h às 17h e contarão com quatro servidores da Justiça Eleitoral. 

Em Carlinda, são 8.190 indivíduos aptos a votar, com 6.036 já cadastrados biometricamente, o correspondente a 73,70% do eleitorado. O Cartório da 24ª Zona Eleitoral quer chegar até os 2.154 eleitores sem biometria, o equivalente a 26,30%. Segundo o chefe do Cartório da 24ª Zona Eleitoral, Alexander Abreu de Arruda, depois de usar várias estratégias para estimular o cadastramento biométrico, a Justiça Eleitoral divulgou uma lista com o nome de todos os eleitores e eleitoras que precisam fazer a biometria no município. 

“Essa lista tem rodado nos grupos de WhatsApp, o que tem ajudado o cartório a ampliar a biometria. Porque, mesmo que o eleitor ou eleitora não veja a lista, alguém sempre vê e comenta nos grupos e em rodas de conversa. Os mutirões têm recebido o apoio de agricultores que têm estimulado seus colaboradores e familiares a buscarem o atendimento da Justiça Eleitoral para cadastramento biométrico”, relata o servidor público. Carlinda pertence à 24ª ZE, com sede em Alta Floresta, a 35 km dali. 

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A ação na Comunidade Boa Sorte encerra um giro de mutirões por toda a zona rural do município, formada também pelas comunidades de Padre Geraldo, Nazaré, Del Rey e Caná. Essas comunidades ficam distantes da sede do município, com distâncias que variam de 30 km a 60 km. Juntas, elas representam um eleitorado perto de 2.200 pessoas, com quase 400 eleitores e eleitoras ainda sem biometria. 

No mutirão, a Justiça Eleitoral vai oferecer os mesmos serviços encontrados no cartório eleitoral, tais como alistamento eleitoral (primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência de domicílio, emissão de segunda via e de guia para recolhimento de multa eleitoral, além do cadastramento biométrico. A ação é parte da estratégia da Justiça Eleitoral para alcançar a meta de 98% estabelecida pela campanha “Biometria 100%”, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral de Mato Grosso (CRE-MT). 

Estrutura e atendimento 

Para receber o atendimento, basta apresentar um documento oficial com foto, na versão física ou digital. No mutirão, o eleitor ou a eleitora sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o título digital (com foto) por meio do aplicativo e-Título. Em casos de alistamento, transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar um comprovante de endereço, em documento físico ou digital. Qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido(a) em mutirões ou ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso — não é necessário votar no local ou residir na cidade onde a ação é realizada. 

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Biometria 

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra pessoa no momento da votação. Representa um avanço tecnológico que fortalece a segurança e a inclusão no processo de votação. Ela impede a duplicidade no cadastro, assegura a autenticidade do eleitor, garante agilidade na identificação, reduz filas, otimiza o tempo de votação, promove acessibilidade e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

Jornalista Anderson Pinho 

Crédito da Imagem: Prefeitura Municipal | Facebook 

#PraTodosVerem – A imagem, capturada de uma perspectiva aérea, mostra um trecho urbano e semiurbano que se estende ao redor de uma rotatória central do município de Carlinda. Uma longa e reta avenida arborizada, ladeada por copas densas de árvores, divide o cenário e se prolonga em direção ao horizonte. No primeiro plano, à esquerda, há um posto de combustível coberto por painéis solares. As áreas residenciais circundantes são caracterizadas por casas de um ou dois andares, com telhados claros e muita vegetação, indicando um ambiente tropical ou subtropical. O solo em algumas áreas abertas e canteiros centrais apresenta uma tonalidade de terra vermelha, típica de certas regiões do Brasil. 

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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