MATO GROSSO

Cinco delegacias da Capital são instaladas em novo e moderno prédio

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A Polícia Civil instalou cinco delegacias de Cuiabá em um novo prédio, entre elas, a maior unidade policial em número de servidores do Estado, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa. A inauguração nesta sexta-feira (08.11) contou com a presença do governador Mauro Mendes, do secretário de Estado de Segurança Pública, César Roveri, da delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel e autoridades da área da segurança.

O prédio, com 3.621 metros quadrados, reúne a DHPP, Central de Ocorrências de Cuiabá, 2ª e 3ª Delegacias de Cuiabá e a Delegacia Regional da capital.

O novo espaço, localizado na Avenida Miguel Sutil, uma das principais vias de Cuiabá, será responsável pelo maior número de atendimento ao público realizado pela Polícia Civil em Mato Grosso, com estimativa de 10 mil pessoas por mês e em torno de 200 policiais.

O governador ressaltou os investimentos feitos ao longo dos últimos cinco anos para melhorar a estrutura de atendimento da administração pública e ofertar ao cidadão e servidores mato-grossense ambientes de qualidade.

“Temos orgulho da série de melhorias implementadas ao longo desses cinco anos, vindo de uma trajetória de unidades precarizadas. Graças a Deus isso virou passado e podemos continuar a construir uma sociedade próspera e civilizada e manter nessa direção, a exemplo das delegacias recentes que já entregamos. Se fizemos obras de qualidade, e tantas outras, por que não podemos fazer mais? Podemos chegar sim, a um patamar melhor, com objetivos claros e vamos persegui-los”, pontuou Mauro Mendes.

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A delegada-geral lembrou que o novo prédio representa o respeito e comprometimento do Estado com a instituição. “Apenas neste ano, já são mais de R$ 36 milhões de investimentos na Polícia Civil, possibilitando meios e ferramentas para o enfrentamento à criminalidade. E que este novo espaço simbolize também o comprometimento de cada servidor em devolver à sociedade, que tanto confia na Polícia Civil, um trabalho de excelência à população cuiabana”, destacou a delegada Daniela Maidel, acrescentando que 2024 está batendo o recorde em operações, provenientes de investigações exclusivas da instituição.

O secretário de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, lembrou da modalidade adotada pelo Estado para locação de prédios que possam atender às necessidades de trabalho dos servidores e união de várias delegacias em um mesmo espaço, otimizando também o atendimento à população.

“Foram entregues novas delegacias neste ano em Matupá, Campo Novo do Parecis, Derf de Rondonópolis, investimentos que se refletem em avanços na modernização da Polícia Civil de Mato Grosso”, destacou Roveri.

Unidades policiais

A Central de Ocorrências 24 horas, vinculada à 1ª Delegacia, registra, mensalmente, em torno de 5 mil boletins policiais na capital. A 1ª Delegacia também gerencia a Delegacia Virtual.

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Já a DHPP é responsável pela apuração de crimes contra a vida (homicídios dolosos consumados e tentados, mortes a esclarecer, suicídios) e desaparecimentos de pessoas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Acorizal e Nossa Senhora do Livramento.

A 2ª Delegacia faz a apuração de delitos gerais, aqueles que não são atendidos pelas unidades especializadas. Já a 3a Delegacia é responsável por Termos Circunstanciados de Ocorrência na capital, que abrangem crimes de menor potencial ofensivo.

A Delegacia Regional de Cuiabá é a unidade administrativa e responsável pelo gerenciamento de todas as unidades da Polícia Civil na capital, Chapada dos Guimarães e Santo Antônio de Leverger.

Acompanharam a inaguração os servidores das Delegacias instaladas no novo prédio; diretores da Polícia Civil: Vitor Hugo Teixeira (Atividades Especiais), Juliano Carvalho (Inteligência), Wagner Bassi (Metropolitano), Jesset Munhoz (Corregedor-geral); Fausto Freitas (Acadepol) e Ana Paula Faria (Execução Estratégica) e os secretários adjuntos da Sesp, Walter Furtado (Inteligência) e coronel Fernando Tinoco (Integração Operacional); comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson Bezerra; comandante-geral da PM, coronel Alexandre Mendes; diretor-geral da Politec, Jaime Trevisan e o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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