MATO GROSSO

“Com apoio do Governo de MT estamos construindo uma cidade muito melhor”, afirma prefeita de Ribeirão Cascalheira

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O Governo de Mato Grosso anunciou nesta quinta-feira (29.1), em Ribeirão Cascalheira, investimentos da ordem de R$ 23,7 em obras, entregas e autorizações nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e segurança pública e ações sociais.

Desde 2019, o Governo do Estado já investiu um total de R$ 112,6 milhões em obras e ações no município, sendo R$ 11 milhões somente em ações do Programa SER Família.

A prefeita de Ribeirão Cascalheira, Divina Borges Gomes destacou o apoio do Governo para construir um município melhor para a população.

“É emocionante ver nosso município avançar, recebendo obras de infraestrutura, máquinas para fortalecer a agricultura familiar e outras ações que fazem diferença na vida da nossa população. Esses resultados mostram que, com o apoio do Governo de Mato Grosso, estamos construindo uma cidade melhor para todos”, afirmou.


No município foram assinados convênios para construção de 68 casas no Residencial Adilina Martins, na modalidade entrada facilitada, um investimento de R$ 2,3 milhões; autorização para reforma da Delegacia de Polícia, no valor de R$ 1,9 milhões; repasse de R$ 13,5 milhões para a complementação da construção do novo Hospital Municipal, de um total de R$ 21,5 milhões previstos para a obra; asfaltamento novo em ruas e avenidas, um investimento de R$ 5 milhões; entrega de equipamentos para a agricultura familiar, no valor de R$ 993 mil e ações do Programa SER Família.

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A expedição do Governo de Mato Grosso pelo Vale do Araguaia consolidou uma série de investimentos e entregas de obras em 37 municípios da região reforçando parcerias com prefeituras e atendendo demandas históricas das comunidades.

O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes, lembrou que ao assumir em 2019, a Região do Araguaia estava praticamente esquecida pelo poder público. Destacou as obras e investimentos já realizados em todas as áreas e as ações sociais do Programa SER Família que atendem famílias em situação de vulnerabilidade.

“O Governo de Mato Grosso tem trabalhado para levar investimentos a todas as regiões, e Ribeirão Cascalheira é mais um exemplo desse compromisso, com recursos para infraestrutura, saúde, habitação, agricultura familiar e segurança pública, garantindo melhorias concretas na vida da população e, com o Programa SER Família, com o qual o Estado cumpre seu papel social, oferecendo proteção e cuidado às famílias que precisam”, disse Mauro Mendes.

O vice-governador Otaviano Piveta destacou os efeitos dos ajustes orçamentários realizados pelo Governo de Mato Grosso nos últimos anos, que permitiram a ampliação dos investimentos públicos em diferentes regiões do Estado, incluindo o Vale do Araguaia.

Segundo Piveta, o reequilíbrio das contas públicas, iniciado em 2019, criou as condições necessárias para a execução de obras e a implementação de ações estruturantes nos municípios. “A reorganização fiscal do Estado possibilitou ampliar a capacidade de investimento do governo. No Vale do Araguaia, isso se reflete em obras, serviços e ações que impactam diretamente o desenvolvimento regional, como ocorre em Ribeirão Cascalheira”, pontuou.

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O deputado estadual Dr. Eugênio disse que após percorrer 1.150 quilômetros na região do Araguaia, durante duas semanas, foi possível ver a transformação que o Estado vive e destacou o trabalho realizado nos últimos seis anos a fim de resolver os problemas das áreas úmidas do Araguaia possibilitando que os pequenos produtores possam produzir nessas áreas.

“A presença do Governo do Estado em Ribeirão Cascalheira, com ações e entregas concretas, demonstra o compromisso com o desenvolvimento do Vale do Araguaia e a melhoria da qualidade de vida da população do interior. Além disso, o Estado tem sido fundamental na construção de soluções para as áreas úmidas, garantindo segurança jurídica e condições para que os pequenos produtores possam utilizar essas áreas de forma responsável e produtiva”, destacou o parlamentar.

Participaram da solenidade o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, o secretário chefe da Casa Civil, Fabio Garcia, os deputados estaduais, Dilmar Dal Bosco, Nininho, Dr. Eugênio e Paulo Araújo, o secretário de Estado de Segurança Pública, coronel César Roveri, e autoridades locais.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Pesquisa identifica baixa prevalência do Vírus Linfotrópico T Humano em doadores de sangue de Mato Grosso

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Estudo realizado por pesquisadores de Mato Grosso identificou baixa prevalência do vírus linfotrópico de células T humanas tipos I e II (HTLV-I/II) entre doadores de sangue atendidos pelo Hemocentro do Estado. A investigação analisou mais de 60 mil amostras coletadas entre janeiro de 2018 e agosto de 2021 e revelou taxa de infecção de 0,10%, índice considerado semelhante ao registrado em hemocentros da Região Sudeste do país.

O estudo tem como objetivo avaliar a carga pró-viral do HTLV-1/2 em amostras de doadores de sangue analisadas pelo MT Hemocentro entre 2024 e 2026, buscando ampliar a precisão da detecção molecular do vírus em Mato Grosso. A pesquisa é desenvolvida em parceria com o Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT) e o Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), unidade de referência no acompanhamento de doadores com sorologia positiva para HTLV-1/2 identificados durante a triagem laboratorial do hemocentro estadual.

O HTLV é um retrovírus que pertence à família do HIV, que infectam linfócitos T (células de defesa), e podem permanecer silencioso no organismo por muitos anos, sem causar sintomas na maioria das pessoas. No entanto, em uma pequena parcela dos infectados, ele pode provocar doenças graves, principalmente relacionadas ao sistema nervoso e ao sanguíneo, como leucemias graves.

Entre as principais complicações estão a Paraparesia Espástica Tropical, uma doença neurológica que afeta os movimentos das pernas, causando fraqueza, rigidez muscular e dificuldades para caminhar, além da Leucemia/Linfoma de Células T do Adulto, um tipo raro e agressivo de câncer do sangue.

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O vírus também pode estar associado a inflamações oculares, dermatites e maior vulnerabilidade a outras infecções. Por isso, o controle nos bancos de sangue e o diagnóstico precoce são considerados importantes medidas de saúde pública.

Os pesquisadores avaliaram 60.568 amostras de doadores de sangue. Deste total, 63 apresentaram resultado positivo para HTLV-I/II. O maior número de casos foi registrado em 2020, com frequência de 0,16%entre os doadores.

Segundo o estudo, predominou entre os casos positivos o perfil de mulheres com idade entre 31 e 45 anos, pardas, com ensino médio completo e vínculo profissional com iniciativas privadas. Os dados também apontaram ocorrência de coinfecções com outros agentes potencialmente transmissíveis por transfusão sanguínea, incluindo hepatite B, sífilis, HIV e hepatite C.

A pesquisa utilizou técnica de quimioluminescência automatizada para detecção de anticorpos anti-HTLV-I/IIno soro dos doadores, método empregado em bancos de sangue devido à alta especificidade e sensibilidade diagnóstica.

Embora a prevalência observada seja considerada baixa, os autores destacam a importância da vigilância epidemiológica contínua e da ampliação de estudos populacionais sobre o vírus em Mato Grosso. Segundo os pesquisadores, o monitoramento contribui para o fortalecimento das políticas públicas de segurança transfusional e para o aprimoramento das estratégias de prevenção.


O estudo também reforça a relevância do rastreamento sorológico nos hemocentros brasileiros, medida considerada essencial para reduzir riscos de transmissão e ampliar o conhecimento sobre a circulação silenciosa do HTLV na população.

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A pesquisa é coordenada pelo professor doutor Ruberlei Godinho de Oliveira, farmacêutico, com doutorado em Biotecnologia e Pós Doutorado e Microbiologia e Biologia Molecular, pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e fomentada pelo do Edital PPSUS 004/2025, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

De acordo com o pesquisador, os testes de triagem realizados nos bancos de sangue brasileiros são obrigatórios por lei desde 1993 e representam uma etapa fundamental para garantir a segurança das transfusões.

“Além de reduzir o risco de transmissão de doenças infecciosas, a triagem permite o encaminhamento dos doadores com resultados positivos para a Rede de Atenção à Saúde (RAS) do SUS, assegurando acompanhamento clínico, diagnóstico e manejo adequado dos pacientes”.

A pesquisa também propicia a formação de especialistas na área, como a farmacêutica Pennsylvania Marinho Borralho, do Hemocentro de Mato Grosso, que conduz sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Atenção Hospitalar, Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM-UFMT) ,onde teve os resultados publicados na Revista Epimideologia e Serviços de Saúde (RESS do SUS) sob orientação do professor doutor Ruberlei Godinho.

Fonte: Governo MT – MT

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