MATO GROSSO

Comitê operacional apresenta ações já realizadas para o combate de incêndios florestais

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O comitê estratégico e operacional multiagências, a Sala de Situação Central, apresentou, nesta sexta-feira (14.06), o efetivo e resultados das ações preventivas, em antecipação ao período proibitivo do uso do fogo e em razão da estiagem severa que Mato Grosso tem enfrentado nos últimos meses.

“Nosso objetivo é somar esforços com os órgãos públicos e sociedade para evitarmos grandes desastres em um ano que será de desafios enormes em razão da escassez hídrica, altas temperaturas e ventos fortes, características que são favoráveis aos incêndios. É por isso que precisamos estar todos em sintonia. Mais do que nunca, Governo de Mato Grosso, Governo Federal e entidades privadas estão juntas para proteger a fauna e flora do nosso estado”, afirmou a secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

“Sem dúvida alguma, o Governo de Mato Grosso vai empregar todos os recursos humanos e materiais ao nosso alcance para que as ações do Estado sejam eficazes neste momento. Também tenho a certeza de que poderemos contar com o apoio de todas as instituições aqui na mesa. Esta é a oportunidade de fazermos um bom trabalho, com um melhor planejamento e, consequentemente, melhores resultados”, completou o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia.

Entre as ações preventivas já realizadas pelo Governo do Estado, uma das principais é a capacitação de mais de 880 brigadistas pelo Corpo de Bombeiros, em mais de 40 cidades, cobrindo todos os três biomas: Amazônia, Pantanal e Cerrado. A formação de brigadistas é fundamental para uma resposta mais eficiente no combate às chamas.

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Outra ação é o mapeamento das pistas de pouso na região do Pantanal e dos pontos de captação de água para apoio às ações de resposta aos incêndios florestais, realizado pela Defesa Civil. As equipes do órgão também fizeram vistorias técnicas para conferir as condições de tráfego na Transpantaneira, para o apoio logístico durante o período proibitivo, e reuniões com os proprietários de hotéis e pousadas na região para a articulação de ações integradas.

“O Corpo de Bombeiros já está em campo, combatendo incêndios, porque o cenário climático não está ao nosso favor. O Governo de Mato Grosso está totalmente preparado, com investimentos na casa de R$ 70 milhões contra os crimes ambientais, mas formamos comitês como este para que a união possa amenizar os piores cenários previstos pela frente”, disse o comandante-geral dos Bombeiros, coronel Alessandro Borges.

Sob coordenação da Diretoria Operacional do Corpo de Bombeiros, a Sala de Situação integra os órgãos do Estado com entidades federais e privadas, com objetivo de fortalecer as ações de combate aos incêndios florestais no Estado.

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Fazem parte do comitê as Secretarias de Estado de Meio Ambiente, Segurança Pública, Infraestrutura e Logística e Saúde, Casa Civil e Defesa Civil. Também são convidadas a participar o Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, Fundação Nacional do Índio, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes, Agência Brasileira de Inteligência, Sesc Pantanal, Nova Rota do Oeste e outras organizações não governamentais.

Combate aos crimes ambientais

Neste ano, o Governo de Mato Grosso está investindo R$ 74,5 milhões para o combate de crimes ambientais em Mato Grosso. Os principais recursos deste ano estão concentrados nas ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, que terão investimento de R$ 30,9 milhões, para locação de quatro aviões e contratação de 150 brigadistas, entre outras ações.

O período proibitivo de uso do fogo foi ampliado e contará com prazos diferentes para os biomas mato-grossenses. Na Amazônia e Cerrado, fica proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas entre 1° de julho e 30 de novembro. Já no Pantanal, a proibição se estende até 31 de dezembro.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

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Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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