O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) deu início, nesta terça-feira (7.10), ao Serviço de Suporte Intermediário de Atendimento Pré-Hospitalar no município de Cáceres (a 218 km de Cuiabá). A implantação do serviço é resultado de um termo de cooperação firmado entre o CBMMT, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), e a Prefeitura Municipal de Cáceres.
A cerimônia de assinatura do termo, que marcou o início oficial do serviço, reuniu o comandante-geral adjunto do CBMMT e chefe do Estado-Maior, coronel BM Rony Robson Cruz Barros; a prefeita de Cáceres, Eliene Liberato, além de autoridades civis e militares do município. A solenidade foi realizada na sede da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM).
Com a ativação do novo serviço, Cáceres passa a contar com um atendimento pré-hospitalar estruturado, com suporte intermediário em situações de urgência e emergência, incluindo ocorrências clínicas e traumáticas graves, como Acidente Vascular Cerebral (AVC), parada cardiorrespiratória, acidentes de trânsito, entre outros.
De acordo com o coronel Rony, a medida reforça a capacidade de resposta no município e amplia a cobertura de assistência à população em situações críticas. Além disso, a iniciativa fortalece o compromisso da corporação em oferecer uma resposta mais eficiente às emergências médicas.
“O serviço de suporte intermediário é um marco na nossa estrutura operacional. Ele amplia a capacidade de resposta do Corpo de Bombeiros Militar, possibilitando um atendimento rápido, seguro e tecnicamente qualificado, especialmente nos casos de maior complexidade”, destacou o coronel.
Sob a coordenação do CBMMT, o serviço contará com estrutura física própria, viatura de suporte básico de vida, sistema de radiocomunicação digital e telefonia. A equipe será composta por 10 profissionais de saúde, entre enfermeiros e técnicos de enfermagem, cedidos pela Prefeitura Municipal, além dos militares. Já a responsabilidade pela gestão administrativa e operacional do serviço, bem como a promoção de capacitações técnicas periódicas, ficará a cargo do CBMMT.
Para ilustrar o funcionamento do novo serviço, foi realizada uma simulação de atendimento pré-hospitalar a uma vítima de acidente de trânsito com parada cardiorrespiratória, demonstrando a atuação do novo serviço em situações reais.
“Sabemos que cada minuto conta quando se trata de salvar vidas e esse avanço também reafirma o papel do Corpo de Bombeiros Militar como instituição moderna, eficiente e comprometida com a vida, que busca continuamente aprimorar os seus serviços e ampliar sua presença em todas as regiões do Estado”, destacou o comandante-geral-adjunto.
A prefeita Eliene Liberato ressaltou que a implantação do serviço é fruto de planejamento, investimento e trabalho conjunto, sendo essencial para o fortalecimento da saúde pública no município. Além da disponibilização de profissionais, caberá à Prefeitura o fornecimento de insumos, medicamentos, alimentação e uniformes, além de garantir acesso dos profissionais à farmácia central do município.
“Eu gostaria já de expressar meu sentimento de gratidão, porque só foi possível estabelecer essa parceria, implantar esse programa hoje em Cáceres, porque houve o empenho da nossa equipe de saúde, dessa corporação e porque nós também buscamos recursos através de emendas parlamentares. Precisamos equipar, adquirir insumos e dar uma estrutura para atender a população”, destacou.
Também presente no evento, a comandante do 5º Comando Regional de Bombeiros Militar (5º CRBM), tenente-coronel BM Sheila Sebalhos Santana, destacou a importância da iniciativa. “Esse serviço representa um avanço significativo no atendimento à população. Ter um serviço estruturado, com profissionais capacitados e integração entre Estado e município, é um exemplo de como a cooperação entre as instituições pode salvar vidas e transformar a realidade local”, encerrou.
Participaram da solenidade o comandante do 66º Batalhão de Infantaria Motorizado (JAURU/66º BIM), coronel Alex Jesus Soares, os secretários municipais, vereadores, além de representantes da Promotoria de Justiça, da Delegacia Regional, da Agência Fluvial de Cáceres, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), da Defesa Civil Municipal, Diretoria Regional da Sema, entre outras autoridades.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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