O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, nesta quarta-feira (13.5), o lançamento da edição 2026 do projeto Sentinelas do Amanhã, voltado a conscientizar estudantes, pais e a sociedade sobre os riscos e impactos causados pelos incêndios florestais, além de incentivar práticas de preservação ambiental. O lançamento aconteceu durante solenidade realizada em Cuiabá.
O evento também marcou a abertura da Semana de Prevenção e Preparação para Incêndios Florestais (SP2IF), que busca fortalecer e aprimorar as ações de enfrentamento durante o período de estiagem, quando há aumento significativo do risco de incêndios florestais. A solenidade reuniu coroneis da corporação, membros do Comitê Estadual de Gestão do Fogo e da Secretaria-adjunta de Defesa Civil do Estado, além de representantes da sociedade civil e estudantes.
Desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o projeto é voltado à formação de professores das redes pública estadual e municipal, que atuarão como multiplicadores da cultura de prevenção ambiental entre crianças e adolescentes em todo o Estado.
Durante o lançamento, o comandante-geral do CBMMT, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou a importância do projeto como ferramenta de conscientização ambiental, ressaltando que a iniciativa busca fortalecer a educação ambiental nas escolas, promover conhecimento, responsabilidade e participação ativa dos alunos na proteção do meio ambiente.
“O Sentinelas do Amanhã, que é um grande projeto de educação ambiental, envolve os professores e alunos através da Seduc para que os alunos levem para dentro de casa dinâmicas que envolvam os seus pais justamente para alertar sobre o risco incêndio no período de estiagem”, afirmou o comandante.
A iniciativa integra um conjunto de ações estratégicas voltadas à redução da incidência de incêndios florestais em Mato Grosso e à mitigação dos danos ambientais causados pelo fogo. A ação é coordenada diretamente pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).
Na edição de 2025, o Sentinelas do Amanhã capacitou cerca de 1,1 mil educadores sobre o tema. Esses profissionais repassaram o conteúdo a centenas de alunos, ampliando o alcance das ações de conscientização nas escolas. Ao final do projeto, estudantes e professores realizaram vídeos para as redes sociais para promover o conhecimento aprendido.
Uma professora e um aluno foram reconhecidos, de forma simbólica durante a solenidade, com a entrega de certificados de agradecimento pelo engajamento, participação e contribuição nas ações de educação ambiental e prevenção aos incêndios florestais promovidas pelo projeto.
“A ideia da interação com a Seduc era justamente que a secretaria promovesse uma dinâmica em que os filhos entrevistassem os pais, abordando qual era o problema, como ocorria o crime e quais eram os danos causados pelos incêndios, para que os responsáveis, ao realizarem a limpeza de seus terrenos no período de estiagem severa, não utilizassem o fogo em nenhuma hipótese. E é isso que foi o Sentinelas do Amanhã. A conscientização em todas as suas formas”, concluiu o comandante.
O Comitê Gestor de Fertilizantes e Bioinsumos de Mato Grosso, presidido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), realizou, nesta terça-feira (12.5), a 2ª reunião ordinária do grupo. O encontro contou com a apresentação do Plano Nacional de Fertilizantes e com a aprovação da Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Mato Grosso (CFS-MT), formada por representantes técnicos da área.
Durante a reunião, José Carlos Polidoro, responsável pelas ações do Plano Nacional de Fertilizantes junto ao Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert) e representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentou a estrutura e os objetivos do plano nacional.
“Quando discutimos e estruturamos uma política nacional de fertilizantes, estamos falando também de segurança nacional e segurança alimentar. Essa é uma pauta que vai além do fortalecimento de uma cadeia produtiva específica, porque impacta diretamente a capacidade do país de manter sua produção de alimentos com estabilidade, competitividade e sustentabilidade”, afirmou Polidoro.
Maior produtor agrícola do país, Mato Grosso demanda grandes volumes de fertilizantes para sustentar sua produção. Nesse contexto, iniciativas voltadas ao fortalecimento técnico e científico da cadeia produtiva são estratégicas para ampliar a eficiência e a sustentabilidade no campo.
A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, destacou a importância do debate para o setor agropecuário mato-grossense. “A discussão sobre fertilizantes é estratégica para Mato Grosso e para o Brasil, especialmente diante da força da nossa produção agropecuária. O Plano Nacional de Fertilizantes representa um passo importante para ampliar a segurança e a competitividade do setor. Mato Grosso acompanha esse movimento e busca construir caminhos sustentáveis para garantir mais eficiência, estabilidade e desenvolvimento ao agro brasileiro”, disse.
Durante a reunião, também foi aprovada a criação da Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Mato Grosso (CFS-MT), composta por nomes técnicos indicados pelas instituições participantes. A coordenação ficará a cargo do engenheiro agrônomo e técnico agrícola Milton Moraes.
Entre os objetivos da comissão estão a elaboração e atualização das recomendações oficiais de correção do solo e de adubação; a padronização e atualização dos métodos oficiais de análise de solos, tecido vegetal, corretivos, fertilizantes e outros materiais de interesse agrícola; além da definição de demandas prioritárias de pesquisa em fertilidade do solo e nutrição mineral de plantas para financiamento por instituições de fomento.
“A aplicação de fertilizantes precisa ser avaliada não apenas do ponto de vista técnico, mas também econômico. Existe um limite em que o aumento da adubação ainda gera ganho de produtividade e retorno ao produtor. Por isso, é fundamental que o manejo seja feito com equilíbrio e planejamento, buscando eficiência no uso dos fertilizantes e maior rentabilidade para o produtor rural”, destacou Milton Moraes.
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