O comércio e os serviços continuam como força motriz da economia mato-grossense quando o assunto é acesso ao crédito. No primeiro semestre de 2025, a Desenvolve MT – Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso liberou mais de R$37,6 milhões em crédito para empreendedores do setor terciário, o que representa um crescimento de 78,8% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentados pouco mais de R$ 21 milhões.
O segmento de comércio, atacado e varejo em geral foi o que mais buscou financiamento junto à agência neste ano, com mais de R$17,2 milhões em crédito liberado entre janeiro e junho. Esse volume é mais que o dobro do que foi contratado pelo mesmo setor no primeiro semestre de 2024, quando o montante somou cerca de R$7,4 milhões, isso representa um aumento de aproximadamente 130,6% na liberação de crédito para o setor.
Um exemplo disso, é Wesley Alves, proprietário da Boleiros Barbearia, localizada no bairro Santo Isabel, em Cuiabá, o acesso ao crédito foi determinante para transformar seu sonho em um negócio estruturado e referência na região. Ele reforça a importância de os empreendedores conhecerem as oportunidades oferecidas pelo Estado.
“Muita gente ainda não sabe o quanto o apoio do governo pode fazer diferença no crescimento de uma empresa. Eu sou prova viva disso. Através do governo, a gente conseguiu montar uma estrutura que muitos dizem que deveria estar no centro. Mas estamos aqui no Santo Isabel, valorizando o bairro, mostrando que aqui também tem pessoas dignas. Cuiabá, Mato Grosso, está se desenvolvendo e quem vive aqui também está”, relatou.
Para a presidente da Desenvolve MT, Mayran Beckman, os números refletem a confiança do empreendedor mato-grossense na política de crédito do Estado por meio da agência. “Esses resultados mostram que o setor terciário está em plena expansão e que os comerciantes e prestadores de serviços estão acreditando na retomada econômica, investindo em seus negócios e buscando se estruturar para crescer com apoio do crédito”, avalia.
A liberação recorde também se relaciona com a ampliação das linhas de crédito da agência, voltadas a diferentes perfis de empreendedores. Produtos como o crédito empresarial, mulher e jovem empreendedor, vêm ganhando destaque por atenderem desde micro e pequenos negócios até iniciativas lideradas por grupos específicos, incentivando a inclusão produtiva e a formalização.
A Desenvolve MT tem intensificado ações de interiorização e aproximação com os municípios, em parceria com prefeituras, associações comerciais e agentes de crédito locais. Isso tem facilitado o acesso à informação e ao crédito em todas as regiões do estado, descentralizando as oportunidades de desenvolvimento.
A expectativa da agência é fechar 2025 com resultados expressivos, com novos mutirões de crédito, capacitações e expansão de parcerias. A meta é alcançar um número maior de empreendedores e contribuir ativamente para o crescimento sustentável do setor terciário em Mato Grosso.
Desenvolve Empresarial
A linha Desenvolve Empresarial da Desenvolve MT é especialmente indicada para empreendedores do setor terciário, como os segmentos de Comércio, Atacado e Varejo, que demandam investimentos para modernização e ampliação dos negócios.
Com financiamento de até R$1,5 milhão, prazos de pagamento de até 120 meses e carência de até 12 meses, oferece condições competitivas com taxas a partir de 1,4% ao mês, além de bônus de adimplência de até 20% para quem mantém os pagamentos em dia. Os recursos podem ser utilizados para obras civis, aquisição de máquinas e equipamentos, móveis, softwares, capacitação, estoque e até usinas fotovoltaicas – itens que são essenciais para estruturar o crescimento do comércio varejista.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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