MATO GROSSO

Curso aborda uso da tecnologia nas eleições e desafios esperados para 2026

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O uso da tecnologia no processo eleitoral é assunto de um curso iniciado pela Escola Judiciária Eleitoral (EJE-MT) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), nesta segunda-feira (05.05). Cerca de 170 pessoas participam da capacitação online, que tem como tema “Curso Eleições e Tecnologia – Inteligência artificial, impulsionamentos e microsegmentação: o que esperar em 2026”, e que ainda contará com mais uma aula, na próxima quarta-feira (07.05).

A abertura foi feita pelo vice-diretor da EJE-MT, juiz-membro Welder Queiroz dos Santos. “Agradeço a presença do professor Alexandre Basílio, que ministrará o curso e espero que da próxima vez possa ser presencial. São temas muito atuais e que farão parte do próximo processo eleitoral. Tenho certeza de que teremos um curso muito produtivo, a julgar pelo vasto conhecimento por ele demonstrado”, afirmou, destacando o currículo do ministrante.  

Alexandre Basílio Coura é analista judiciário do TRE-RS, mestrando em Ciência Política e pós-graduado em Direito Eleitoral, em Direito Digital, em Cibersegurança e Gerenciamento de Riscos. Graduado em Direito, em Ciência Política, em Redes de Computadores, atualmente também é graduando em Engenharia de Computadores, graduando em Ciências da Computação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), graduando em Ciência Política pelo Centro Universitário Internacional de Curitiba e pós-graduando em Direito Digital pela Faculdade Damásio. Alexandre Basílio é membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e foi membro do Grupo de Trabalho para reduzir as inconsistências da legislação eleitoral para 2020, nomeado pela Resolução nº 115/2019, a convite do ministro Edson Fachin. Atua como professor da Pós-graduação em Direito Eleitoral da Univali/TRE-SC, do Instituto para o Desenvolvimento Democrático (IDDE), de Belo Horizonte, do Complexo de Ensino Renato Saraiva, da Faculdade Baiana de Direito e da Pós-graduação da Fundação do Ministério Público (FMP), 2019.

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“Estou muito feliz por estar novamente ministrando um curso no TRE-MT. O ano de 2026 está aí e em breve começaremos a falar novamente sobre campanha eleitoral. Desde as últimas eleições, é impressionante o quanto a IA evoluiu, principalmente para o mau emprego, infelizmente. Lamentavelmente, não fomos capacitados em Direito Digital de forma satisfatória, por isso, é fundamental nos atualizarmos constantemente. Na minha opinião, é essencial que todos os tribunais tenham um núcleo de inteligência digital. Também temos que saber sobre marketing digital, não apenas IA”, ressaltou o professor.

Na primeira aula, o ministrante abordou os tópicos: Inteligência Artificial e a propaganda política nas eleições de 2024; Regulamentação no uso da Inteligência artificial nas resoluções do TSE; Desafios do Judiciário no julgamento dos feitos que envolve discussão tecnológica; Deepfakes, quebra de sigilo e provas digitais. Já na segunda aula, serão abordados os assuntos: Combate à desinformação e o repositório eleitoral; Análise de casos concretos julgados por tribunais eleitorais; Provas digitais e o desafio quanto aos programas de mensageria; e Expectativas para 2026.

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Para o chefe de cartório da 15ª Zona Eleitoral, com sede em São Félix do Araguaia, Marion Yudi Arai Ohira, o curso é necessário para a preparação da Justiça Eleitoral, por meio dos servidores e servidoras, para as Eleições de 2026. “Foi abordado um dos principais desafios previstos para as próximas eleições: a integração/utilização de novas tecnologias nas eleições, como a inteligência artificial. Um curso que também traz muitas reflexões sobre a própria legislação eleitoral que regulamenta a propaganda eleitoral. Além disso, aborda muito mais temas, como desinformação, impulsionamento de propagandas e provas de irregularidades nos meios digitais”, avaliou.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem de captura de tela de computador que mostra, em imagens pequenas, rostos de participantes do curso, que é realizado online.

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais nesta segunda-feira (12)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta segunda-feira (12.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari d’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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