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Desafios das Eleições de 2024 são discutidos com polo regional de Rondonópolis

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Com o total de 22 municípios e 10 Zonas Eleitorais, o polo regional de Rondonópolis engloba 218 locais de votação, 1.326 seções e 413.440 eleitores e eleitoras. Para discutir questões técnicas e diretrizes que envolvem toda esta região, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) promoveu uma reunião preparatória para as Eleições Municipais de 2024, nesta sexta-feira (28.06).

O evento foi realizado no Hotel Comfort, em Rondonópolis, e contou com a presença de juízes, juízas e chefes de cartório de 10 Zonas Eleitorais que compõem o polo regional. Levando em consideração os dados das últimas eleições municipais, em 2020, houve 70 candidatos e candidatas a Prefeituras, 2.027 pessoas disputaram uma vaga na Câmara Municipal, 4.886 pessoas atuaram como mesários e mesárias na região.

Fazem parte as seguintes Zonas Eleitorais: 2ª, 8ª, 10ª, 12ª, 14ª, 40ª, 45ª, 46ª, 47ª e 57ª, que contemplam 22 municípios. São eles: Guiratinga, São José do Povo, Tesouro, Alto Araguaia, Alto Taquari, Araguainha, Ponte Branca, Itiquira, Rondonópolis, Campo Verde, Dom Aquino, Jaciara, Juscimeira, São Pedro da Cipa, Primavera do Leste, Santo Antônio do Leste, Alto Garças, Pedra Preta, Rondonópolis, Poxoréu, Gaúcha do Norte e Paranatinga.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, destacou que Mato Grosso é o terceiro maior estado do Brasil. “Temos uma grande extensão territorial e cada região tem suas peculiaridades e desafios, por isso, as reuniões preparatórias são muito importantes. Infelizmente não temos condições de ir a todos os cartórios eleitorais, mas quero que transmitam nosso carinho e agradecimento pelo trabalho realizado. Esse encontro é para ser aproveitado ao máximo, tanto que disponibilizamos, além dos membros do Pleno, as equipes técnicas, para esclarecerem todas as dúvidas”.

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O cumprimento dos prazos instituídos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e das metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi ressaltado pela corregedora regional eleitoral, desembargadora Serly Marcondes Alves. “As metas exigem o esforço de todos e todas. Estamos à disposição para o que precisarem da Corregedoria. Pedimos atenção especial nisso, porque também diz respeito à autoridade judicial perante o Cartório Eleitoral. Esse acompanhamento também estamos trabalhando no Pleno, na 2ª instância, não só no 1º grau de jurisdição”.

Foram discutidas questões importantes, a fim de assegurar, de forma integrada, a transparência na organização e segurança do pleito que se aproxima. Assuntos como os aspectos gerais das Eleições Municipais 2024, informações do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), metas de produtividade e selo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), logística administrativa, logística de Tecnologia da Informação, postura em entrevistas e redes sociais, assédio eleitoral nas campanhas, propaganda eleitoral e desinformação, entre outros, foram abordados por membros do Pleno e das equipes técnicas.

Interiorização

A reunião preparatória foi uma oportunidade de ouvir anseios e desafios de juízes e juízas eleitorais e chefes de cartório do polo regional. “As eleições existem um preparo de todos os magistrados e servidores da Justiça Eleitoral, então, essa reunião feita pelo TRE é uma etapa importante dessa preparação. Com isso, podemos implementar todas as técnicas para que o eleitor e a sociedade receba uma atenção prioritária e verdadeira, pois buscamos levar um serviço de excelência”, avaliou o juiz da 10ª Zona Eleitoral, com sede em Rondonópolis, Rhamice Ibrahim Ali Ahmad Abdallah.

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Segundo a juíza da 46ª Zona Eleitoral, também de Rondonópolis, Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni, a reunião preparatória foi extremamente significativa. “A presença da presidente do TRE e da corregedora, neste período mais próximo da eleição, traz uma segurança e um amparo muito grande para nós, juízes e juízas eleitorais do interior e, principalmente, muito conhecimento para que nós sejamos munidos com instrumentos adequados para fazer uma excelente eleição”.

Para a chefe de cartório da 12ª Zona Eleitoral, com sede em Campo Verde, Sheila Lopes de Amorim Donadon, a iniciativa é de fundamental importância. “Essa participação ativa de todos os magistrados, juntamente com servidores da Justiça Eleitoral de todo o polo regional é essencial para a gente alinhar todas as formas de atuação. Todos os temas tratados, como segurança, o alinhamento da Corregedoria a nível de processo de registro de candidatura, entre outros, são muito importantes para fortalecer todo o alinhamento preparatório para as eleições municipais, que são um grande desafio para todos os cartórios”, salientou.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra os participantes da reunião preparatória realizada em Rondonópolis, sentados em volta de mesas em formato de U. Na parte da frente da mesa em que estão as autoridades, tem uma faixa em que está escrita a frase ELEIÇÕES 2024 – Reunião Preparatória e tem as marcas do TRE-MT e das Eleições nos cantos direito e esquerdo.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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