Os distritos de Vila Campinas e Planalto do Araguaia, no município de Bom Jesus do Araguaia (866 km de Cuiabá), serão atendidos por mutirão eleitoral, que começou nesta terça (30) e prosseguirá até sexta-feira (03/10). O mutirão de Planalto do Araguaia ocorrerá na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) “Jacob Olivar Alievi”, até quarta-feira (1º/10), enquanto o de Vila Campinas será na quinta (2) e sexta-feira (3), nas instalações da Subprefeitura Municipal.
Subprefeitura de Vila Campinas
Serão ofertados serviços de alistamento eleitoral (confecção do 1º título), revisão, transferência, regularização do título, segunda via, emissão de guias para pagamento de multa eleitoral e, principalmente, a coleta da biometria.
O objetivo da ação é aproximar a população de zonas rurais dos serviços da Justiça Eleitoral, promovendo maior praticidade aos cidadãos e cidadãs mato-grossenses. Também faz parte da campanha Biometria 100%, que procura ampliar a coleta biométrica de, no mínimo, 98% do eleitorado estadual em 2025.
“A realização dos mutirões nos distritos demonstra o compromisso da Justiça Eleitoral em amplificar o acesso da população que vivem em áreas rurais e distantes da sede da Zona Eleitoral. Essa aproximação é fundamental para garantir a inclusão e a participação democrática de todos, reforçando a importância do cadastro biométrico e do exercício pleno da cidadania”, explicou o chefe de Cartório da 53ª Zona Eleitoral, Tiago Lima Magalhaes da Cunha.
Bom Jesus do Araguaia conta com um eleitorado apto a votar de 5.426 pessoas. o total, 3.802 (70,07%) possuem o cadastro biométrico, enquanto 1.624 (29,93%) ainda não coletaram a biometria. O distrito de Vila Campinas possui 537 pessoas aptas, sendo que 424 (78,96%) já realizaram a coleta biométrica e 113 (21,04%) ainda não.
É necessário apresentar o documento oficial com foto para efetuar a maioria dos serviços. Para transferência e regularização do título, também é preciso levar um comprovante de endereço atualizado. Tanto o documento oficial com foto quanto o comprovante de endereço pode ser na versão física ou virtual. Além do documento oficial, homens maiores de 18 anos que desejam realizar o alistamento eleitoral devem mostrar o comprovante de quitação militar.
Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho)
#PraTodosVerem: A primeira imagem mostra a fachada da EMEB “Jacob Olivar Alievi”, com paredes brancas e azuis. Na entrada, há um arco de balões e um quadro roxo escrito “seja bem-vindo”. A segunda imagem mostra a fachada da Subprefeitura de Vila Campinas. As cores da parede são divididas entre verde, vermelho e amarelo, de baixo para cima, respectivamente. Há um caminho pequeno de pedras entre a grama e pequenas árvores.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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