Ruas, praças, igrejas e cantos boêmios de Cuiabá ganham vida em um roteiro que mistura história, arte e poesia. É o que promete o documentário No Coração de Cuiabá, que estreia na segunda-feira (22.9), às 19h30, no Cine Teatro Cuiabá, dando início a um projeto turístico-cultural que transforma o Centro Histórico em palco da cultura cuiabana. A obra contou com recursos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Dirigido por Luiz Marchetti, o filme apresenta cinco rotas turísticas temáticas. Patrimônio Histórico, Praças e Espaços de Convivência, Artes e Intervenções Urbanas, Boêmia e Gastronômica, e Rota da Fé, com depoimentos, performances e imagens de drone que transformam Cuiabá em palco vivo da cultura local.
O projeto envolve dezenas de artistas cuiabanos, como Coral Desvendar, Estela Ceregatti, Grupo Sasminina, banda Strauss, Karola Nunes, Caio Espíndola e Pretta Jana, que se apresentam em locais emblemáticos como Praça da Mandioca, Museu da Imagem e do Som, Escadaria do Beco Alto e Morro do Bom Despacho.
Segundo a secretária adjunta de Turismo da Sedec, Maria Letícia Costa, o projeto valoriza a história e a identidade cuiabana, promove a economia criativa e consolida o Centro Histórico como polo turístico e cultural, integrando tradição e inovação e contribuindo para o desenvolvimento econômico sustentável da cidade.
“Mais do que um documentário, ele transforma o Centro Histórico em um roteiro turístico vivo, onde ruas, praças, igrejas e espaços boêmios contam a história da cidade e recebem a expressão dos nossos artistas locais. É uma oportunidade única para moradores e visitantes redescobrirem a alma de Cuiabá, integrando turismo, cultura e economia criativa”.
Roteiros apresentados
O documentário apresenta diferentes circuitos turísticos elaborados para estimular a economia criativa, gerar oportunidades e fortalecer a conexão entre moradores e visitantes. Entre eles estão: Caminhos do Centro Histórico, Sabores da Cidade, Arte e Cultura Viva, Natureza e Aventuras e Turismo de Experiência.
Esses roteiros contemplam locais como o Centro Histórico, Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho, Museu do Rio Cuiabá, Mercado Municipal, Palácio da Instrução e Casa do Artesão.
Além de promover os atrativos locais, o documentário busca despertar o orgulho dos mato-grossenses em relação à própria história e patrimônio, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a preservação das tradições.
O projeto é uma realização do Instituto Cordemato, com apoio do Governo do Estado, Assembleia Legislativa, IFMT, Prefeitura de Cuiabá, Centro Audiovisual Luiz Marchetti e Muxirum Cuiabano.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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