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Eleitora de 98 anos, moradora do Jardim Florianópolis, faz biometria depois de 29 anos sem votar

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A Casa da Democracia fez um atendimento especial, em clima de “sextou”, para uma eleitora especial, que deu um show de cidadania. Dona Antônia Eugenia da Silva, de 98 anos, procurou o cartório eleitoral para regularizar sua situação perante o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Ela foi ao local, acompanhada da filha caçula, a empresária Catarina Silva, de 44 anos, para fazer revisão cadastral e o cadastramento biométrico. Antiga moradora da comunidade rural de Cabeceira do Bravo, em Acorizal (município distante 70 km de Cuiabá), ela havia votado pela última vez em 1996, há 29 anos.

Dona Antônia conta que teve 12 filhos, dos quais quatro já faleceram. Sorridente e cheia de energia, ela disse que sempre votou, mas depois que se mudou de Acorizal para Cuiabá nunca mais exerceu o direito ao voto. “A gente vivia em comunidade, muitos vizinhos amigos, gente que conhecia desde criança, então votar era uma festa. Eu não ia votar muito cedo, porque não gostava de sair de casa muito cedo, saía de casa para votar entre 8h e 10h da manhã, para o sol não esquentar muito”, disse, abrindo um sorriso que conquistou outros eleitores e servidores da Justiça Eleitoral.

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Catarina relata que sua mãe mora com o irmão dela, no bairro Jardim Florianópolis. Dos homens, ele é o filho caçula de Dona Antônia. “Ela mora com ele, mas quem faz os “corres” de tudo sou eu. Graças a Deus, minha mãe goza de boa saúde e lucidez para seus 98 anos. Isso é uma bênção e um privilégio. Há 20 anos, quando deixou Acorizal, a mãe mora aqui no Jardim Florianópolis, mas o título de eleitora ainda era de lá”, destacou ela.

O servidor da Justiça Eleitoral, Odiles Junior, lembra que pela legislação brasileira, após os 70 anos de idade, o voto é facultativo. Ele relatou como foi o atendimento junto à eleitora idosa. “A gente recebeu uma eleitora muito especial, nascida em 1927. Ela estava com o título cancelado. Regularizamos o título dela, transferindo-o da zona rural de Acorizal para Cuiabá, para a 51ª Zona Eleitoral. Fizemos a coleta biométrica e agora está com o título de eleitor em situação regular e como eleitora de Cuiabá, apta a votar. Não é todo dia que a gente recebe uma eleitora tão ilustre e tão firme”, informou o servidor.

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Antes de deixar as instalações da Casa da Democracia, a nonagenária deu a receita da longevidade: “não tomar bebida alcoólica e comer mocotó no feijão”.

A Casa da Democracia está localizada na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 4750, no Centro Político Administrativo (CPA), e funciona no horário das 7h30 às 13h30.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem registra um momento de atendimento de uma eleitora de 98 anos na Casa da Democracia. Em primeiro plano, uma senhora idosa sorridente está sentada à frente de um terminal de atendimento, interagindo com um servidor da Justiça Eleitoral, que a auxilia com as mãos sobre a mesa. Ao lado da idosa, uma mulher a acompanha, observando o procedimento. No computador à direita, é visível a tela de um software que solicita a coleta de impressões digitais. A cena, que inclui ainda a presença de outra servidora ao fundo, transmite um ambiente de acolhimento e suporte durante o processo de atualização de dados eleitorais.

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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