O professor da Universidade Federal de Viçosa (MG) e consultor do Imafir/Aprofir, Everardo Mantovani, afirmou que Mato Grosso possui o maior potencial do Brasil em expansão de agricultura irrigada.
Os dados estão contidos em estudo apresentado ao governador Mauro Mendes na noite deste domingo (07.05) durante reunião em Lincoln, capital do Nebraska (EUA).
O relatório foi produzido em parceria com a Universidade Federal do Nebraska, estado americano líder em produção com a técnica de agricultura irrigada.
“Em função da dificuldade de expandir áreas produtivas, uma alternativa é a agricultura irrigada. E não é uma agricultura irrigada que vai entrar de qualquer forma, é uma agricultura irrigada sustentável que tem o lado econômico, lado social e lado ambiental. Mato Grosso tem o maior potencial de crescimento na agricultura irrigada no Brasil. É um potencial incrível”, disse Mantovani.
De acordo com o estudo, atualmente a área irrigada do Brasil é de 8,2 milhões de hectares e Mato Grosso responde por 178 mil hectares.
A análise realizada mostra que o potencial efetivo de expansão de áreas irrigadas no Brasil é de 13,6 milhões de hectares e Mato Grosso é o que possui a maior capcidade de crescer, podendo saltar para até 3,9 milhões de hectares.
“A irrigação será extremamente importante para o Brasil e notadamente para o nosso Estado de Mato Grosso, porque já somos grandes produtores e fazemos duas safras. Porém, por conta das incertezas que estão se trazendo ao mundo pelas mudanças climáticas, precisamos diminuir esse risco, e uma das melhores formas é trabalhando com a irrigação”, relatou o governador.
Mauro Mendes explicou que uma das razões da viagem a Nebraska é justamente aprender as melhores técnicas para implementar essa forma de produção, tendo em vista que é o estado americano com maior êxito nesta área.
“A irrigação poderá melhorar muito a produtividade e fazer com que o nosso estado mantenha essa importante posição de ser o líder brasileiro na produção agrícola”, apontou.
Para o deputado estadual Beto Dois a Um, esse estudo foi uma forma de “abrir os olhos” para as novas perspectivas de produção em Mato Grosso.
“Isso mostra a sensibilidade do governador em pensar no futuro, com Mato Grosso continuando a ocupar o protagonismo que ele exerce no Brasil e no mundo, mas a importância também de nos atentarmos ao fato de que a agricultura de irrigação precisa crescer”, frisou.
Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Carlos Avalone destacou que Mauro Mendes acertou ao pedir um estudo científico que pudesse mostrar o potencial e a melhor forma de Mato Grosso expandir essa técnica produtiva.
“Fiquei impressionado com esse belíssimo estudo pedido pelo governador, para que pudéssemos estudar as questões das águas subterrâneas de irrigação. E fazer isso em bases científicas demonstra a preocupação do Estado em fazer a irrigação de forma séria, aproveitando o trabalho e a experiência de outros países e outros estados”, completou.
O presidente da Aprofir, Otávio Palmeira, também ressaltou a importância de desenvolver políticas de Estado que fomentem formas sustentáveis e modernas de produção.
“O governador mostrou sensibilidade política e visão de futuro. Estamos mostrando para ele o potencial de Mato Grosso, que pode se tornar o estado com maior irrigação no Brasil”, relatou.
Também participaram da reunião: os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil) e César Miranda (Desenvolvimento Econômico); o diretor executivo da Aprofir, Afranio Migliari; o diretor de pesquisa do Instituto Water for Food e professor da Universidade do Nebraska, Christopher Neale; e o pesquisador da Universidade Federal de Viçosa, Marcos Heil Costa.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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