A estudante Stefany Formigari Wrzsciz, 16 anos, da Escola Estadual do Campo Carlos Drummond de Andrade, em Sinop, está em Brasília desde o dia 18 de agosto participando da Semana de Vivências Legislativas 2025, que prossegue até esta sexta-feira (22.8). Ela foi uma das 27 estudantes brasileiras selecionadas para o Programa Jovem Senador deste ano.
Com o tema “Emergência Climática: pense no futuro, aja no presente”, a redação da Stefany foi selecionada entre 5.498 textos de estudantes inscritos, de 221 escolas de Ensino Médio, nas 13 Diretorias Regionais da Secretaria de Educação (Seduc).
“Tenho o prazer de viver esta semana incrível como Jovem Senadora. Estou aprendendo sobre todo o processo legislativo brasileiro, a cultura da cidade e, principalmente, ampliando minha visão de mundo”, conta Stefany.
Ele acrescentou que, com essa conquista, abriu os olhos para uma realidade totalmente diferente da dela e passou a acreditar, ainda mais, que qualquer pessoa pode alcançar o que sonha. “Estar aqui é um sonho que eu nunca imaginei que pudesse se realizar, mas, graças ao Projeto Jovem Senador, aqui estou eu”.
Stefany disse que, até sexta-feira, terá dias intensos na Capital Federal. “Estou conhecendo lugares históricos, obras de arte únicas e tive experiências enriquecedoras. Ao mesmo tempo, fiz amigos que levarei comigo nas minhas memórias mais felizes desta semana e pude compreender costumes e culturas diversas. Definitivamente, é uma semana inesquecível”.
Também está na memória dela a solenidade de posse, que foi conduzida pelo senador Paulo Paim (PT-RS) e marcou ainda a eleição da Mesa Diretora, composta pela presidente Keyla Adssa Barbosa de Oliveira, e pela vice-presidente Darliane Crislaine Lima da Silva, estudantes do Rio Grande do Norte de e Alagoas, respectivamente.
Na avaliação do secretário de Educação, Alan Porto, a participação dos estudantes da rede estadual de Mato Grosso no programa é de extrema importância porque vai além de uma experiência acadêmica: “É uma oportunidade concreta de vivenciar a democracia, compreender o funcionamento do Poder Legislativo e perceber que sua voz pode influenciar decisões que impactam toda a sociedade”.
Para Alan Porto, esse protagonismo fortalece o senso crítico, amplia a visão cidadã e incentiva o engajamento dos jovens em questões políticas e sociais, preparando-os não apenas para o futuro profissional, mas, sobretudo, para exercerem uma cidadania ativa, consciente e transformadora.
O Jovem Senador é uma ação institucional do Senado que proporciona a estudantes do ensino médio de escolas públicas a oportunidade de conhecer o funcionamento do Poder Legislativo e vivenciar a prática parlamentar. Durante a programação, os participantes apresentam e debatem projetos de lei. Os textos aprovados vão para análise do Congresso Nacional.
A escolha dos participantes é feita através de um concurso de redação, organizado em parceria com as secretarias estaduais de Educação. Neste ano, o Jovem Senador bateu recorde de participação, com 4.202 escolas públicas estaduais inscritas e cerca de 170 mil redações enviadas. A lista de estudantes selecionados nesta edição foi revelada no começo de julho.
Além da experiência parlamentar, os participantes, um de cada estado e do Distrito Federal, ganham um notebook como prêmio.
Os conselheiros Antonio Joaquim, Guilherme Maluf e Alisson Carvalho, do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), divulgaram nota pública de solidariedade ao conselheiro Waldir Júlio Teis, exonerado na segunda-feira (21) da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do órgão. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo.
No documento, os signatários afirmam que a medida causa “grave preocupação institucional” pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros do Tribunal. Eles defendem que, em uma Corte de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro.
Segundo a nota, nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições. Os conselheiros ressaltam ainda que as prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos.
Os autores do manifesto consideram que medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger a Corte. Por essa razão, manifestam firme discordância com a decisão e defendem sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
Segue integra da nota:
NOTA DE SOLIDARIEDADE AO CONSELHEIRO WALDIR JÚLIO TEIS
Os conselheiros abaixo assinados vêm a público manifestar sua solidariedade ao Conselheiro Waldir Júlio Teis, diante de sua exoneração da função de Supervisor da Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, por ato da Presidência do TCE-MT.
A medida causa grave preocupação institucional pelas circunstâncias em que foi adotada e pela mensagem que projeta sobre a independência funcional dos membros desta Corte.
Em um Tribunal de natureza colegiada, a divergência de entendimentos é legítima, necessária e inerente ao exercício da função de conselheiro. Nenhum membro pode se sentir constrangido, limitado ou sujeito a consequências administrativas em razão de posições regularmente manifestadas no desempenho de suas atribuições.
As prerrogativas da Presidência devem ser exercidas com absoluto respeito à autonomia dos conselheiros, à colegialidade e à pluralidade de entendimentos. Medidas administrativas que, por suas circunstâncias, possam ser percebidas como resposta a manifestações funcionais são incompatíveis com o ambiente de independência e equilíbrio que deve reger esta Corte.
Por essa razão, manifestamos nossa firme discordância com a decisão adotada e defendemos sua reconsideração, em respeito à independência dos membros do Tribunal, à harmonia institucional e à autoridade do colegiado.
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