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Estudantes das Escolas Técnicas Estaduais se destacam com projetos inovadores que unem criatividade, tecnologia e sustentabilidade.

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Projetos desenvolvidos por estudantes e professores das Escolas Técnicas Estaduais (ETECs) de Mato Grosso têm se destacado pelo caráter inovador e pela relevância social. As iniciativas, apoiadas pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), aplicam o conhecimento técnico aprendido em sala de aula na solução de desafios locais, um exemplo concreto do potencial da educação profissional para impulsionar talentos e promover o avanço tecnológico do Estado.

Um dos projetos que vem recebendo mais destaque é o Bioconstrutor, um bloco construtor ecológico feito a partir de talos de algodão, cimento, areia e cal. Desenvolvido por Isabelly Daghetti da Silva, da ETEC de Lucas do Rio Verde, o produto foi pensado como uma alternativa sustentável para a redução das emissões da construção civil e de resíduos agrícolas descartados.


O trabalho foi um dos ganhadores da 4ª edição da Mostra das Escolas Técnicas Estaduais (MEET), realizada em junho e julho deste ano. Após a vitória, Isabelly explica que o seu grupo trabalhou para resolver os problemas apontados na competição.

“Quando eu fui para a MEET ainda tínhamos alguns problemas, como os custos, pois o bloco era mais caro que um comum. Ele também não era tão resistente e, devido ao uso do algodão, ocorriam problemas com fungos e insetos. Nos últimos meses eu me empenhei para melhorar e solucionar todas essas questões. Hoje em dia, temos um bloco mais resistente, impermeabilizado, e com um custo menor até que blocos tradicionais”, afirmou a estudante.

Já um grupo de alunos do curso técnico em Agropecuária da ETEC de Diamantino, se inspiraram na produção de pequenos produtores e desenvolveram um projeto de silagem para alimentação animal que utiliza a parte aérea da mandioca, que normalmente seria descartada. A proposta busca contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis, alinhadas aos princípios da economia circular e do uso racional dos recursos naturais.

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“Devido ao baixo custo de produção, essa é uma boa alternativa para pequenos produtores, principalmente da agricultura familiar. Além disso, como estamos no laboratório, a mandioca tem um alto teor de proteínas e fibras para alimentação dos animais”, explicou a aluna líder do projeto Kauany Vitória Silva.

A estudante afirmou que a intenção agora é de que o projeto seja testado em maior escala. Por isso, os pequenos produtores do município estão sendo procurados para testarem a ideia e colaborarem com o projeto da ETEC.

Também inspirada na realidade local, a aluna Nathalia Cristina da ETEC de Lucas do Rio Verde, conta que o seu grupo se propôs a pensar em soluções para os incêndios que acontecem no Estado, especialmente em áreas rurais e de difícil acesso. A partir dessa preocupação, os estudantes desenvolveram o “Fósnico”, um dispositivo para detecção e combate inicial de incêndios florestais e agrícolas em áreas de risco, por meio da liberação de fosfato de monoamônio.

O objetivo é reduzir danos, proteger plantações e animais, e oferecer uma resposta rápida até a chegada do socorro, transformando um simples sistema de alerta em uma solução proativa contra incêndios. O projeto está em fase de construção e testes de um protótipo funcional, com o objetivo de validar empiricamente a eficácia do sistema em situações reais de incêndio.

Já Emylli Paola Toneto, do curso técnico em Enfermagem da ETEC de Cáceres, realizou uma pesquisa sobre a Moringa oleífera, ou como é popularmente conhecida: “a árvore da vida”. O estudo abordou aspectos nutricionais, medicinais, ecológicos e socioeconômicos da planta.


“É uma árvore muito interessante, com um crescimento rápido e grande potencial em diversas áreas. Além de sua capacidade nutritiva e medicinal, ela poderia estar sendo usada para ações de saúde pública e projetos socioambientais. Por exemplo, as suas sementes conseguem purificar a água e ajudar também na recuperação do solo para agricultura”, ressaltou Emylli.

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A aluna do curso técnico em logística da ETEC de Lucas do Rio Verde, Allanis Mazzoti, criou um canudo comestível à base de amido de milho e proteína de soja. Segundo ela, o canudo foi desenvolvido pensando em como combater a poluição plástica, que tem representado uma ameaça crescente e generalizada à biodiversidade e à saúde humana.

“O canudo de plástico leva em torno de 100 a 200 anos para se decompor, esse desenvolvido por mim leva em torno de 1 mês e meio a 2 meses para se decompor. É uma possível solução sustentável que não abre mão da funcionalidade e da experiência de consumo”, disse Allanis.

A estudante agora busca formas de reduzir custos na produção dos canudos e pensa futuramente em investir em cores chamativas e sabores diferentes para o canudo.


Todos estes projetos, entre outros, foram apresentados durante a XVII Mostra Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (MECTI), realizada juntamente com a 22ª Semana de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (SNCT). Ao todo, foram apresentados 125 trabalhos no evento realizado entre 22 a 24 de outubro, em Cuiabá.

Escolas Técnicas Estaduais (ETECs)

Tendo como uma das missões a oferta pública e gratuita de Cursos de Educação Profissional e Tecnológica em todas as suas modalidades e níveis, a Seciteci oferta em suas 17 unidades de ensino, diversos cursos técnicos nos mais variados eixos tecnológicos, tendo como foco o atendimento às demandas dos arranjos produtivos de cada região mato-grossense.

Para mais informações sobre os cursos e as ETECs, clique aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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PM impede a 70ª invasão de terra e apreende plantação de 5 mil pés de maconha em Luciara

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Policiais militares do 10º Comando Regional interceptaram uma invasão de terra em uma fazenda, na zona rural de Luciara, nesta terça-feira (9.6). Na ação, a PM desmontou um acampamento montado pelos invasores e apreendeu 5 mil pés de maconha plantados pelos criminosos, sendo a 70ª invasão impedida pelo programa Tolerância Zero às Invasões de Terra, criado em março de 2023.

De acordo com a proprietária da fazenda, a ocupação irregular foi percebida há cerca de um mês, após o falecimento de seu esposo. Ela informou às autoridades que recebeu relatos de que pessoas desconhecidas haviam se instalado em uma área da propriedade sem qualquer autorização.

Ainda de acordo com a denúncia, a vítima disse que o caseiro da fazenda, ao tentar obter informações, teria sido impedido de entrar na área pelos invasores, que se denominaram como os novos donos da terra.

Os militares iniciaram diligências pela região informada e encontraram um acampamento montado e equipado com barracas, placas solares, botijões de gás e ferramentas diversas. Nenhum suspeito foi encontrado no local.

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Além disso, foi localizada uma extensa área de plantação com cerca de 5 mil pés de maconha cultivados, além de outra área com maconha colhida e em estágio de preparação para uso.

Diante dos fatos, os militares solicitaram apoio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para perícia e recolheram o material apreendido para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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