A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), realizou nesta terça-feira (18/11), no auditório do Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a 1ª Capacitação sobre Divulgação Científica, iniciativa que integra o conjunto de ações de popularização da ciência no Estado.
A atividade busca orientar pesquisadores no uso de linguagem simples como estratégia de comunicação com públicos não especializados, reforçando a política da Fundação de destinar, de forma contínua, pelo menos 5% dos recursos aprovados em projetos para ações de divulgação dos resultados das pesquisas à sociedade.
A capacitação contou com a participação da professora Ana Valéria Mendonça, educadora, filósofa e docente da Universidade de Brasília (UnB), reconhecida por seu trabalho na área de divulgação científica em linguagem simples. Durante o encontro, ela apresentou métodos e práticas voltados à aproximação entre produção acadêmica, governo e sociedade.
A professora abordou temas centrais para a comunicação pública da ciência, destacando a necessidade de traduzir o conhecimento científico para uma linguagem simples e acessível. Ela discute a importância da aproximação entre pesquisadores e sociedade, a utilização de estratégias comunicacionais que reduzam barreiras informacionais e o papel da linguagem clara na construção da confiança pública.
Também explora questões relacionadas à desinformação, competência informacional e comunicação em saúde, ressaltando que a divulgação científica deve considerar métodos que favoreçam compreensão, inclusão digital e participação social nos processos de produção e circulação do conhecimento.
A professora Ana Valéria destacou, que a comunicação científica precisa ampliar seu alcance para além dos formatos tradicionais, artigos, livros e apresentações acadêmicas, e estabelecer diálogo direto com a população, gestores públicos e meios de comunicação. Segundo ela, a credibilidade da ciência depende, também, da capacidade de demonstrar sua utilidade social.
“Já se foi o tempo em que as pesquisas se bastavam em seus próprios formatos. É necessário mostrar à população o quanto contribuímos para o desenvolvimento e para a vida prática. Sem essa aproximação, o reconhecimento social fica comprometido”.
O pró-reitor de Pesquisa da Universidade Federal de mato Grosso (UFMT), Bruno Araújo, observou que, “a divulgação científica é hoje um compromisso ético e cívico de quem produz conhecimento. Ele ressaltou que a ciência precisa estar próxima das pessoas e que iniciativas como a capacitação promovida pela Fapemat contribuem para orientar pesquisadores sobre estratégias de comunicação mais acessíveis”.
O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), Marcos de Sá Fernandes da Silva, destaca que a discussão conduzida pela professora Ana Valéria Mendonça reforça a importância de tornar a ciência produzida no Estado mais compreensível e próxima da população.
Segundo ele, o uso de linguagem simples fortalece a visibilidade das pesquisas locais, amplia o impacto social do conhecimento gerado nas instituições mato-grossenses e contribui para que gestores públicos, comunidades e setores produtivos compreendam melhor os resultados científicos. “Para a Fapemat aprimorar a comunicação dos resultados alcançados, é um passo estratégico para consolidar a ciência como ferramenta de desenvolvimento regional e de tomada de decisão baseada em evidências”.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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