O governador Mauro Mendes se reuniu com o ministro do Turismo, Gustavo Sabino, para articular a viabilização de voos internacionais diretos para Cuiabá/Várzea Grande.
A reunião foi realizada nesta quarta-feira (11.3), em Brasília.
A iniciativa busca consolidar a capital mato-grossense como porta de entrada para turistas e investidores estrangeiros, além de ampliar as oportunidades de negócios no estado.
“O ministro tem grande experiência nessa área e pode nos ajudar a dialogar com as companhias aéreas e construir os caminhos necessários para que isso se torne realidade”, afirmou Mauro Mendes.
Mauro lembrou que após muito trabalho do Governo do Estado, em 2024 o Aeroporto Marechal Rondon conseguiu se tornar apto para receber voos de outros países.
Para o governador, essa nova fase do aeroporto abre um grande horizonte para o desenvolvimento econômico da capital e de todo o estado, com potencial para impulsionar diversos setores da economia mato-grossense, ampliando o fluxo de visitantes e fortalecendo as conexões comerciais do estado com outros países.
A medida facilita, por exemplo, a chegada de turistas estrangeiros interessados em destinos como o Pantanal, a Chapada dos Guimarães e o ecoturismo em várias regiões do estado, além de reduzir distâncias para empresários e investidores e possibilitar que os mato-grossenses possam visitar outros países sem ter que ir a outros estados.
“O voo internacional vai abrir muitas portas para que Mato Grosso continue na liderança dos estados que mais crescem e se desenvolvem no país”, acrescentou.
O ministro do Turismo garantiu que o Governo Federal irá colaborar nas articulações para que novas rotas internacionais sejam implantadas.
“Não vai faltar espaço do Ministério do Turismo para que a gente possa viabilizar esses voos internacionais para esse estado que tanto orgulha o Brasil. Mato Grosso produz, cresce e puxa os números da economia para cima. Vamos começar essas articulações para viabilizar o quanto antes um voo internacional para esse destino maravilhoso que é a capital Cuiabá e esse estado que tanto nos orgulha”, afirmou Gustavo Sabino.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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