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Governador articula com ministro para iniciar mais um trecho do Rodoanel em Cuiabá

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O governador Mauro Mendes se reuniu com o ministro dos Transportes, Renan Filho, para viabilizar mais um trecho do Rodoanel em Cuiabá.

A reunião ocorreu na noite desta quarta-feira (23.08), junto com a bancada federal.

No encontro, Mauro explicou ao ministro que o Governo de Mato Grosso e o Governo Federal já atuam em parceria no Trecho 1 do Rodoanel.

“Já estamos executando o Trecho 1, que vai da BR-163 à ponte sobre o Rio Cuiabá, passa ali pela Avenida Antártica e vai até a estrada de Chapada. E o que queremos é iniciar ainda esse ano o Trecho 2, que vai ali da estrada de Chapada contornando Cuiabá saindo depois do Sinuelo”, relatou.

De acordo com o governador, esse segundo trecho vai melhorar muito o trânsito em Cuiabá e Várzea Grande, dando um salto na mobilidade urbana de milhares de moradores da baixada cuiabana.

“Essa obra vai criar um novo corredor logístico, desafogando muito o trânsito em Várzea Grande, principalmente, mas também criando ligações da Avenida do CPA com o Rodoanel, da Avenida Antártica, da Avenida dos Trabalhadores e lá no Pedra 90. Vai ser a nova Miguel Sutil nos próximos anos”, relatou.

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Para Mauro, o ministro se mostrou proativo e as perspectivas para concretizar a nova parceria são positivas.

“Todos da nossa bancada federal assinaram o documento para o ministério, pedindo alocação de recursos de forma a viabilizar a ibra. E há uma grande possibilidade do Governo Federal colocar recurso, e atender ao pedido. Vamos torcer para que dê certo e tem tudo para dar certo”, finalizou.

Também participaram da reunião os senadores Mauro Carvalho, Margareth Buzetti e Jayme Campos; os deputados federais Gisela Simona, coronel Fernanda, coronel Assis, Flávia Rodrigues e José Medeiros; e os secretários de Estado Fábio Garcia (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda) e Dr. Leonardo (Escritório de Representação em Brasília).

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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