O Governo de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (2.12), a premiação da primeira edição do projeto Estudante – Cidadão do Futuro, que envolveu diretamente dez escolas estaduais e 150 alunos. A iniciativa reforçou a importância da ética digital, da cidadania e do uso responsável da internet entre os jovens. O projeto é executado por meio da Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT).
Durante a cerimônia, o controlador-geral do Estado, Paulo Farias, destacou que o projeto fortalece a cultura de integridade e contribui para a formação cidadã nas escolas.
“Fico muito feliz em reconhecer o esforço de cada escola, dos professores e dos estudantes que, nos últimos 45 dias, se dedicaram e produziram vídeos excelentes. Trabalhar cultura de integridade é investir no futuro. O Estudante – Cidadão do Futuro tem se tornado referência nacional”, afirmou.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, também ressaltou o protagonismo juvenil: “O cidadão do futuro começa a ser formado agora. O mérito, o engajamento e o que vocês produziram já mostram o resultado do projeto”.
Parceiros institucionais reforçaram o caráter educativo da iniciativa. O delegado da Receita Federal, Gelson José Schwendler, destacou que a cidadania é fundamental para a preservação do bem público. Já o promotor de Justiça Gustavo Ferraz apontou o caráter preventivo das ações, que estimulam reflexão e responsabilidade antes que ocorram danos.
Nesta primeira edição, a avaliação final consistiu em um concurso de vídeos sobre cidadania e ética digital. O primeiro lugar foi conquistado pela Escola Estadual Estevão Alves Corrêa, com o vídeo “Suas atitudes online têm impacto no mundo real”, que relaciona comportamentos na internet às consequências no cotidiano. A escola recebeu R$ 3 mil, destinados ao grêmio estudantil.
Em segundo lugar, a Escola Estadual Dione Augusta Silva Souza apresentou o vídeo “Menos Tela: Mais Cena”, que discute os efeitos da nomofobia e do uso excessivo de celulares. A instituição foi premiada com R$ 2 mil.
A terceira colocação ficou com a Escola Estadual José Leite de Moraes, autora do vídeo “Cidadania Digital: o que você faz quando ninguém está vendo?”, que alerta para práticas como compartilhamento indevido de imagens e disseminação de fake news. A escola recebeu R$ 1 mil.
Além da premiação em dinheiro, as três escolas vencedoras receberam um kit de gravação contendo um iPhone 13, um refletor e um microfone. Os integrantes das equipes premiadas ganharam fones de ouvido Bluetooth e um smartwatch cada. Todos os demais estudantes e participantes receberam certificados e fones de ouvido Bluetooth. Os professores orientadores das equipes vencedoras foram contemplados com um celular, e as demais escolas inscritas também receberam kits de gravação com celular, refletor e microfone.
O Estudante – Cidadão do Futuro é uma iniciativa da CGE-MT, realizada em parceria com a Seduc-MT e com apoio da Secom-MT, Sefaz-MT, Receita Federal e TRE-MT. O projeto teve início em outubro, com uma programação que incluiu apresentações teatrais, palestras, oficinas e visitas ao Centro Político-Administrativo, à CGE-MT e ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). Ao todo, cerca de 1.700 alunos foram impactados.
O ponto alto da iniciativa foram os vídeos produzidos pelos estudantes, com duração entre um e três minutos, que juntos ultrapassaram 180 mil visualizações. A escolha dos vencedores considerou a combinação entre votação popular nos perfis da CGE-MT e Seduc-MT e a avaliação técnica realizada por especialistas.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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