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Indígenas Bakairi e reeducandos da PCE receberam atendimento eleitoral através da campanha nacional Registre-se

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O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) está presente na segunda edição da Campanha Nacional de Registro Civil (Registre-se). Os atendimentos são realizados até sexta-feira (17.05) na terra indígena Pakuera, município de Paranatinga, e na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Para a juíza da 39ª Zona Eleitoral, Suzana Guimarães Ribeiro, o tribunal cumpre o seu papel social de atender eleitores em situação de vulnerabilidade. “A equidade e justiça está presente quando todos nós da vamos atender pessoas em situação de vulnerabilidade. É uma oportunidade de levar orientação e a importância da participação popular no processo eleitoral. Tivemos um saldo muito positivo neste trabalho na etnia Bakairi e também na PCE, aqui em Cuiabá”.

De acordo com chefe de cartório da 39ª Zona Eleitoral, Armando Sussia, foram impressos 48 títulos, emitidas 80 certidões e 70 regularizações de ausência às urnas até a manhã desta quinta-feira (16.05) na PCE.  Já na aldeia Bakairi foram impressos sete títulos e mais de cinquenta atendimentos de orientação. “É importante lembrar que embora o Cadastro Eleitoral tenha sido fechado no dia 08 de maio conforme legislação nacional, ação necessária para preparar as Eleições 2024, seguimos atendendo a população”.

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O objetivo do projeto Registre-se é promover a ampliação do acesso à documentação básica por pessoas vulneráveis em todo o país. A campanha integra o Programa de Enfrentamento ao Sub-registro Civil e de Ampliação ao Acesso à Documentação Básica por Pessoas Vulneráveis, uma iniciativa da Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) e dos Tribunais de Justiça, por meio das corregedorias-gerais.

Mais de 100 mil brasileiros já foram atendidos pela ação. De 13 a 17 de maio, além dos serviços eleitorais, estão disponíveis os serviços de emissão da 2ª via de certidão de casamento, nascimento, Carteira de Identificação Nacional e CPF.

São parceiros da iniciativa a Polícia Federal (PF), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Receita Federal, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso, Perícia Oficial e Identificação Técnica do Estado de Mato Grosso (Politec), Associação dos Notários e Registradores do Estado de Mato Grosso (Anoreg-MT), Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Mato Grosso (Arpen-MT), Fundação Nova Chance, Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), além de cartórios de Cuiabá e Paranatinga, e servidores das prefeituras de Paranatinga e Cuiabá.

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O Registre-se é promovido pela Corregedoria Nacional de Justiça, por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Jornalista: Laura Gonçalves Quadros e Nara Assis

#Descriçãodaimagem: Sete pessoas em pé sorrindo, sendo cinco homens e duas mulheres.

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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