MATO GROSSO

Justiça Eleitoral leva mutirão de atendimento para Aldeia Capivara, no Parque Indígena do Xingu

Publicado em

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso fará um mutirão de atendimento na Aldeia Capivara, localizada no município de São Félix do Araguaia e dentro do Parque Indígena do Xingu. A ação está programada para os dias 26 a 30 de maio, na Escola Estadual Kwasiat, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h30. Essa é mais uma ação que demonstra o compromisso do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) com a inclusão e com a acessibilidade cidadã. 

Durante o mutirão, a 15º Zona Eleitoral disponibilizará serviços como: alistamento eleitoral (confecção do 1º título), revisão, transferência, consulta da situação eleitoral, coleta biométrica e emissão da segunda via do título de eleitor, bem como emissão de certidões e guias para pagamento de multas. 

Atualmente, o município de São Félix do Araguaia possui 8.533 eleitores e eleitoras, dos quais 75,83% já possuem a biometria cadastrada, enquanto 24,17% ainda não possuem. Vale lembrar que a biometria é uma tecnologia fundamental para garantir a segurança no momento do voto. 

Leia Também:  Fórum Estadual fortalece diálogo entre gestão pública, agricultura familiar e turismo rural na FIT Pantanal 2026

Além de São Félix do Araguaia, a 15º ZE é responsável por atender outros três municípios, sendo eles Alto Boa Vista, Luciara e Novo Santo Antônio. Juntos, o número de eleitores aptos ao voto chega a 17.344. 

O mutirão é mais uma iniciativa da Justiça Eleitoral para promover o acesso aos serviços, independente de barreiras geográficas ou culturais. A ação reforça o pacto com a democracia e com o avanço da cidadania pelo estado. 

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Nara Assis)

#DescriçãodaImagem: Com fundo verde e branco e detalhes na cor marrom dos lados esquerdo e direito, como texto principal está: “Mutirão de atendimento indígena, 26 a 30 de maio”. Abaixo estão informações como o local, horário e os serviços disponíveis. 

Fonte: TRE – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Published

on

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Governo investe R$ 64 milhões em construção e melhorias de praças no Estado

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Seduc divulga lista de escolas estaduais contempladas com projeto de hortas em 2026

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA