“Mato Grosso é um gigante em termos de oportunidades no setor florestal. Com nossas vastas áreas para receber florestas plantadas, um compromisso firme com a sustentabilidade e uma grande demanda por biomassa, estamos prontos para receber investimentos que contribuam para o crescimento econômico e ambiental do estado,” disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, durante painel do evento Floresta 360º.
O secretário foi painelista de um dos mais importantes eventos do setor florestal do Brasil, o Floresta 360º, nesta terça-feira (20). O evento ocorre até o dia 21 de agosto no Bioparque Pantanal, em Campo Grande.
No painel Conhecendo o Potencial Florestal do Centro-Oeste, o secretário mostrou as oportunidades de investimentos no setor florestal, bem como as metas que estão sendo trabalhadas para que Mato Grosso possa crescer nesta área, aos empresários, especialistas e autoridades presentes.
Conforme os dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Estado é o maior produtor da árvore Teca da América do Sul, com 68 mil hectares de floresta. Mas ainda possui uma grande demanda por biomassa. Até 2030, Mato Grosso precisa adicionar 285 mil hectares de biomassa para suprir as necessidades de suas indústrias, como apontam as metas de ações do Plano ABC+.
Para César Miranda, o gargalo acaba sendo uma oportunidade, já que o Estado possui pouco mais de 20 milhões de hectares de pastagens que podem ser utilizadas com o sistema de Integração Pecuária-Floresta (IPF) para plantio.
“Mato Grosso encontra-se em uma posição estratégica para investimentos do setor florestal. Nós temos 20 milhões de hectares para ser usados como o sistema IPF, fora as áreas degradadas que podem ser destinadas à silvicultura, e a demanda pela matéria por parte das nossas indústrias. Além disso, nós temos uma infraestrutura robusta, que inclui redes de transporte e logística, sem falar das políticas públicas e incentivos oferecidos pelo Governo do Estado”, destacou o secretário.
O Floresta 360º é uma oportunidade para atração de investidores e reforçar o compromisso do Estado em posicionar Mato Grosso em fomentar seu desenvolvimento. Além disso, práticas e políticas são discutidas para o futuro sustentável da área florestal no Brasil.
Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.
Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.
Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.
“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.
Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.
Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.
O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.
Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.
A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.
Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.
A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).
Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.
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