MATO GROSSO

“Mato Grosso vive o maior avanço da história da Segurança Pública”, afirma secretária

Publicado em

A modernização das forças de segurança, os investimentos em tecnologia, o combate às facções criminosas e o enfrentamento à violência contra a mulher estão entre as prioridades da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Nos últimos sete anos, Mato Grosso investiu R$ 2 bilhões em armamentos, videomonitoramento, infraestrutura e reforço do efetivo, ao mesmo tempo em que registrou queda de até 75% nos índices criminais.

Em entrevista, a secretária de Estado de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho, primeira mulher a ocupar o cargo e indicada pelo governador Otaviano Pivetta, faz um balanço das principais ações desenvolvidas pela atual gestão, destaca os resultados obtidos com o programa Tolerância Zero às Facções Criminosas e explica como a integração entre as forças de segurança e o uso de tecnologias têm contribuído para fortalecer a prevenção e a repressão ao crime em todo o Estado.

1. Secretária, a senhora ingressou na Polícia Militar há quase 26 anos, em uma época em que o revólver calibre 38 era a principal arma das forças policiais, um período que se estendeu até 2019, com a chegada da pistola Glock. Em algum momento da carreira, pensou que teria armamentos modernos, com a pistola Glock sendo a arma do dia a dia de trabalho de cada policial em Mato Grosso, uma arma que é referência para forças internacionais?

Realmente, vivemos muitos avanços na área da segurança desde 2019. A padronização da pistola Glock como arma do dia a dia, cautelada de forma permanente para cada policial, é um grande avanço. Hoje, temos infraestrutura de armamentos e tecnologias de ponta servindo à população em todas as áreas da Segurança Pública estadual, tanto para fazer o policiamento ostensivo de prevenção e repressão quanto para investigar e produzir provas científicas de comprovação de crimes. Portanto, estamos preparados para fazer o enfrentamento à criminalidade, o que está nos permitindo alcançar resultados cada dia melhores e mostrando nossas ações cada vez mais eficientes. Citamos aqui alguns resultados: de 2019 para 2025, os índices de roubos em geral, em comércios, residências e vias públicas, caíram 75%. Já o roubo de veículos apresentou redução de 71% em 2025, na comparação com 2019. Homicídios dolosos caíram 16% na mesma comparação, de 2019 para 2025.

Leia Também:  Governo de MT entrega kits esportivos e apresenta planejamento de 2023 para o setor

2. Até que ponto a tecnologia, como a de videomonitoramento do programa Vigia Mais MT, ajudou na prevenção e repressão à violência nos municípios?

Usar a tecnologia de videomonitoramento foi uma decisão acertadíssima do Governo do Estado. Sabemos que esse é um caminho sem volta e que a tendência é ampliarmos cada vez mais a presença de câmeras nas ruas e em outros ambientes públicos. Câmeras modernas, com alcance de até 2 quilômetros, capacidade de leitura de placas, caracteres e reconhecimento facial, como essas que o Governo adquiriu e levou aos 142 municípios, estão mudando a forma de fazer Segurança Pública e levando mais tranquilidade à população. Somos o Estado mais monitorado do Brasil e estamos em primeiro lugar também entre os países da América Latina, com 7,9 câmeras para cada mil habitantes.

3. Quais ações implementadas pela gestão atual do governo a senhora considera fundamentais nesses quase oito anos?

Tratar a segurança pública como prioridade e mantê-la entre os três maiores orçamentos do Estado, desde 2019, foi fundamental. Os investimentos chegaram a todos os municípios mato-grossenses na forma de infraestrutura física, com prédios novos para batalhões, delegacias e postos policiais, viaturas novas e adequadas às necessidades locais e planejamento estratégico das ações. Os recursos também chegaram com os novos policiais convocados pelo governador Otaviano Pivetta, quase 4.800, que hoje estão em todos os municípios. Enfim, temos um Governo que investiu na segurança com planejamento estratégico e infraestrutura adequada.

4. Mato Grosso está fazendo a chamada asfixia financeira, ou seja, descapitalizando as facções criminosas por meio do “Tolerância Zero às Facções”, programa lançado em novembro de 2024. Essa estratégia está alcançando os resultados esperados?

Sim! Temos bons resultados, mas sabemos que podemos avançar muito mais. Além de prender criminosos e desmontar suas estruturas de comando, trabalhamos para produzir provas robustas pensando em prendê-los, mantê-los presos e enfraquecê-las financeiramente. É isso que temos feito. Temos em curso, desde que assumi a Sesp, a Operação Território Livre, uma modalidade de policiamento ostensivo orientado pela inteligência. Isso consiste em planejar o policiamento a partir de dados e análises criminais, agindo cirurgicamente em áreas específicas e voltando o policiamento para o combate às facções. No âmbito da Polícia Civil, somente de janeiro a junho, foram deflagradas 268 operações policiais, com cumprimento de 4.417 mandados de prisão e 3.153 prisões em flagrante. Também temos focado no tráfico de drogas. De 2019 para 2025, por exemplo, aumentamos as apreensões em 377%. De 12,2 toneladas em 2019, o volume de drogas que retiramos das ruas subiu para 59,6 toneladas.

Leia Também:  Visita guiada garante imersão histórica e acesso a espaços exclusivos da Arena Pantanal

5. O que o Governo do Estado tem feito para combater a violência contra a mulher?

O combate à violência contra a mulher é um dos eixos prioritários do governador Otaviano Pivetta, da Sesp e meus. Assumi a Sesp estabelecendo três eixos: policiamento orientado pela inteligência, combate e asfixia financeira das facções e enfrentamento à violência doméstica. A violência contra a mulher é uma questão transversal, que perpassa todas as instituições, os poderes e a sociedade. O Governo do Estado estabeleceu políticas duras, de tolerância zero, de enfrentamento a esses crimes. Temos a Patrulha Maria da Penha, o botão do pânico e a tornozeleira eletrônica para monitorar os agressores. Também fazemos visitas domiciliares aos agressores para orientá-los e alertá-los. Este ano, entre maio e junho, já fizemos cerca de 1.200 visitas. O governador Otaviano Pivetta entregou mais 47 viaturas e ampliou de 45 para 87 o número de núcleos da Patrulha Maria da Penha, o que faz com que os serviços cheguem a todas as vítimas nos 142 municípios. Mato Grosso tem ações firmes e permanentes e vai continuar buscando e adotando todas as medidas possíveis de proteção às mulheres.

6. Poderia, enquanto secretária de Segurança, policial e cidadã que consome os serviços de segurança, fazer uma análise do cenário da segurança em Mato Grosso?

Temos um cenário bom e um futuro promissor. Vejo a Segurança Pública avançando a cada ano, com novos investimentos, modernização dos meios de atuação das forças policiais, aumento do efetivo e redução da criminalidade. Como policial, sinto orgulho de fazer parte disso. Enquanto cidadã e consumidora de segurança pública, minha percepção é de melhoria significativa na qualidade dos serviços levados à população em geral.

Fonte: Governo MT – MT

Advertisement

MATO GROSSO

A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

Published

on

Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

Leia Também:  Polícia Militar apreende arma de fogo e prende homem que atirou em direção a ex-genro

A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

Veja o Documento

Fonte: Política MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA