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Mirassol D’Oeste receberá mutirões de atendimento em zona urbana e rural para coleta biométrica

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A Justiça Eleitoral, por meio da 18ª Zona Eleitoral, promoverá dois mutirões de atendimento na zona rural e urbana do município de Mirassol D’Oeste (cerca de 297 km de Cuiabá). Enquanto uma iniciativa acontecerá no bairro Jardim São Paulo, entre os dias 13 e 15 de outubro, das 8h às 13h30, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), localizado na Rua Goiás, nº 456, a outra a ação está marcada para o Assentamento Roseli Nunes, no dia 16 de outubro, das 8h às 15h30, na Escola Estadual Madre Cristina. Os atendimentos têm como foco ampliar a cobertura biométrica na região. 

Os mutirões são parte da campanha Biometria 100%, na qual a Corregedoria Regional Eleitoral (CRE-MT) busca atingir a meta de, no mínimo, 98% do eleitorado estadual com cadastro biométrico até o fim do ano. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) pretende com essas ações oferecer maior praticidade e conforto ao eleitor e eleitora, facilitando o acesso da população aos serviços essenciais da Justiça Eleitoral. Além da coleta da biometria, serão oferecidos alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), transferência, revisão de dados cadastrais e emissão de segunda via e de guias para quitação de multa eleitoral e regularização do título. 

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“Nosso maior objetivo é aproximar ainda mais a Justiça Eleitoral da população, garantindo que todos os cidadãos, inclusive os que moram em áreas rurais ou mais distantes da sede do cartório, tenham acesso ao atendimento. Queremos alcançar 100% de cobertura biométrica nesta zona eleitoral”, destacou o chefe de Cartório da 18ª Zona Eleitoral, Gilson Lourenço Ribeiro. 

Existem 19.009 pessoas aptas em Mirassol D’Oeste. Desse total, 17.745 (93,35%) já cadastraram a biometria e 1.264 (6,65%) não realizaram a coleta. O bairro São Paulo possui 5.295 aptos a votar, com 301 (5,68%) eleitores sem biometria. Enquanto isso, o Assentamento Roseli Nunes, com um eleitorado de 445 pessoas, 43 (9,66%) ainda não prestaram o serviço. 

O mutirão é resultado de uma parceria entre o Cartório da 18ª Zona Eleitoral, a Prefeitura de Mirassol D’Oeste, a Secretaria Municipal de Assistência Social e da direção escolar. Assim, as instituições colaboram na divulgação da iniciativa e na mobilização dos eleitores. 

Documentos 

Para realizar a maioria dos serviços, é necessário levar o documento oficial com foto, seja na versão física ou digital. Em caso de alistamento eleitoral, transferência ou regularização, também é preciso apresentar um comprovante de endereço atualizado. Homens maiores de 18 anos que desejam confeccionar o primeiro título devem mostrar o comprovante de quitação militar. 

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Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho) 

#PraTodosVerem: A fotografia mostra a Escola Estadual Madre Cristina, com paredes em cor branca e azul. É possível ver duas construções frente a frente, com um pátio entre elas. No canto esquerdo, é possível identificar parte da estrutura de um ginásio escolar. O chão é de terra, com árvores ao fundo. 

Fonte: TRE – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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