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MT Hemocentro marca 32 anos com homenagem e engajamento de doadores

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O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, reuniu doadores, pacientes e familiares nesta segunda-feira (16.3) para marcar os 32 anos de atuação da unidade, completados no domingo (15). A programação contou com apresentação da banda da Polícia Militar, que contribuiu para o clima de reconhecimento e valorização da solidariedade que sustenta o serviço.

“Hoje é um dia de festa. São 32 anos de vitórias, de conquistas e de lutas. Só nós que estamos aqui hoje sabemos o que passamos e construímos para fortalecer o SUS [Sistema Único de Saúde]. Obrigado a cada um de vocês, servidores, pela garra e determinação, por acordar e trazer o ânimo e o bálsamo da alegria para todos nós. Pacientes e doadores, muito obrigado! Lembrem que estamos aqui em prol do usuário, de todos vocês, para prestar uma assistência de qualidade”, afirmou o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo.

A coleta de sangue funcionou normalmente durante todo o dia no MT Hemocentro, localizado na rua 13 de Junho, 1.055, em Cuiabá. Ao longo das mais de três décadas, a unidade recebeu 900.646 doações de sangue dos 323.022 doadores cadastrados.

Dois dos doadores desta segunda-feira (16) vieram a Cuiabá para prestar uma prova de concurso neste fim de semana e aproveitaram para conhecer o MT Hemocentro neste dia de festa e fazer uma doação que vai salvar vidas.

Morador de São Paulo e doador de sangue há 36 anos, o professor João Matias, 54 anos, participou da comemoração do MT Hemocentro e considerou o atendimento ótimo. Ele recomenda que quem tem condição de saúde doe regularmente também.


“Aqui no Mato Grosso é a primeira vez, porque eu não sou daqui. Eu vim para prestar o concurso e como só ia conseguir sair com o voo hoje eu estou doando aqui. A gente sabe que ajuda bastante quem tem a necessidade de receber as transfusões, tem gente que tem alguns tipos de doença que precisam receber alguns derivados de sangue. Então isso é o que é importante. Sem contar as cirurgias e tudo mais. Já tive parentes que passaram por cirurgias e a gente sabe que sempre precisam”, avaliou.

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Doador de sangue frequente há mais de 15 anos, o servidor público Eslony dos Santos, 44 anos, já doou em Brasília e no Rio Grande do Sul, e elogiou o MT Hemocentro.

“O atendimento é muito bom, estrutura boa, limpo e organizado. Eu acho que a doação é necessária. Acho que é um trabalho de interesse social, ajuda as pessoas que precisam, ajuda o Hemocentro a repor o estoque do banco de sangue. É uma função muito essencial pra todo cidadão. Acho que todo cidadão deveria doar sangue”, acrescentou.

Doador desde os 18 anos, o eletricista Geraldo Donizete da Costa, 57, mantém uma rotina contínua de contribuições ao MT Hemocentro, com foco na doação de plaquetas por aférese, procedimento mais demorado que a coleta convencional de sangue. Em cada sessão, ele permanece cerca de duas horas conectado ao equipamento, motivado pela consciência de que há uma demanda constante de pacientes que dependem desse tipo de doação para tratamento e recuperação.


“Olha, o que acontece é o seguinte: tem muitas pessoas precisando, só que poucos estão doando. Então, a doação seria muito importante se o pessoal doasse, eu doo plaqueta mensalmente. E a doação de sangue seria muito importante para salvar vidas. Para mim, o atendimento é espetacular: sou bem atendido, da melhor forma que pode se encontrar”, contou.

Alex Alencar de Jesus, 46 anos, que trabalha com manutenção de hotel, também é doador frequente e elogiou o serviço do local.


“Aqui modernizou bastante, igual eu estava conversando com as meninas aqui, modernizou muita coisa, e ficou muito bom. Desde o atendimento lá da recepção até aqui, o atendimento é de outro mundo. Elas conversam com a pessoa, explicam tudo certinho para a gente, tiram aquele mito, aquelas mentiras que as pessoas falam e te deixam mais tranquilo”, afirmou.

Além da unidade sede do MT Hemocentro no centro de Cuiabá, a Hemorrede do Estado conta com 14 Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs) distribuídas nas cidades de Água Boa, Alta Floresta, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Colíder, Juara, Juína, Porto Alegre do Norte, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sorriso, Sinop e Tangará da Serra. Mato Grosso tem ainda 31 Agências Transfusionais.

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O MT Hemocentro presta assistência especializada e de qualidade ao usuário do SUS com necessidades hematológicas e de hemoterapia, visando a prevenção, o tratamento, a recuperação da saúde e a manutenção da vida.

Quem pode doar?

O voluntário que quiser doar sangue precisa apresentar um documento oficial com foto, pesar 50kg ou mais, estar em bom estado de saúde e ter feito uma refeição equilibrada: o doador deve estar bem alimentado para poder efetuar a doação e não pode estar em jejum.

Podem doar pessoas com idade entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias. Quem tem entre 60 e 69 anos só poderá doar sangue se já tiver doado antes dos 60 anos. Adolescentes de 16 e 17 anos devem levar uma autorização dos pais ou responsável legal para fazer a doação.

Homens podem doar até quatro vezes ao ano, com um intervalo de dois meses entre as doações; já as mulheres podem fazer três doações anuais, respeitando o intervalo de três meses. São coletados até 450 ml de sangue por sessão e recomenda-se evitar exercícios físicos e consumo de álcool após a doação.

Serviço

Para agendar a doação de sangue na sede do MT Hemocentro, basta acessar o Sistema de Agendamento. O voluntário também pode fazer o agendamento pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem), ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 2024, 2025 e 2026.

Para quem compareceu ao banco de sangue e, por algum motivo, não pôde doar, o MT Hemocentro fornece um comprovante de comparecimento e, para quem efetuou a doação de sangue, é entregue o atestado de doação de sangue para justificar a ausência no trabalho.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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