O Museu de Arte Sacra de Mato Grosso inicia neste mês o projeto Clubinho do Livro, que irá oferecer sessões de leitura e atividades culturais para crianças e adolescentes de 06 a 13 anos. A ação contará com participação de autores regionais e lançamento de livros, em um momento descontraído para estimular o interesse e o hábito da leitura. As inscrições estão abertas pela internet e a entrada é gratuita.
Os encontros serão realizados entre 16 de março e 15 de junho, no Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, espaço cultural da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). As atividades ocorrerão sempre aos sábados, das 9h às 12h.
Dentro da programação, haverá lançamento dos livros ‘O voo de Tilinha’, de Cristina Campos, no dia 16 de março, e ‘A boneca de rubi’, de Neide Silva, no dia 13 de abril. As obras foram publicadas com recursos do Governo de Mato Grosso, por meio do Edital Estevão de Mendonça de Incentivo à Literatura Mato-Grossense. Além da contação de histórias, o evento inclui bate-papo com o autor, sessão de autógrafos e café da manhã.
A proposta do Clubinho do Livro é estimular a curiosidade, o interesse pela literatura e por histórias de Mato Grosso, além de ajudar crianças e adolescentes com ampliação de vocabulário e capacidade de expressão. O projeto também tem o objetivo de incentivar a criatividade, imaginação e a investigação entre elas, proporcionando interação social e oportunidades para fazer amigos.
Neste mês de março, o próximo encontro será no dia 23, com contação de história do livro ‘O insight dos insetos’, de Divanize Carbonieri. Em abril, as sessões serão realizadas nos dias 13, 20 e 27, com os livros ‘A boneca de rubi’, de Neide Silva, ‘Vou te contar, de Marta Cocco, e ‘Angelina’, de Regina Rennó.
Os encontros do mês de maio ocorrerão nos dias 04, 11 e 18. E, em junho, serão nas datas de 1°, 08 e 15. A programação para estes dias ainda será divulgada pelo Museu de Arte Sacra.
Serviço
Clubinho do Livro
Datas: 16 e 23 de março; 13, 20 e 27 de abril; 04, 11 e 18 de maio; 01, 08 e 15 de junho
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.
O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.
Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.
Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.
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