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Mutirão da biometria chega à Terra Indígena Kayabi em Juara

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A Justiça Eleitoral de Mato Grosso, por meio da 27ª Zona Eleitoral, realizará um mutirão de atendimento na Aldeia Tatuí. A ação acontece na Terra Indígena Kayabi, localizada no município de Juara, entre os dias 03 e 05 de dezembro de 2025. O objetivo principal é implementar o plano estratégico de elevação do quantitativo de biometria do eleitorado indígena, levando os serviços diretamente à comunidade. 

O juiz eleitoral da 27ª ZE, Fabrício Savazzi Bertoncini, destacou a importância da iniciativa. “Este evento contempla uma forma estratégica de ampliar o cadastro biométrico e o atendimento aos povos indígenas, que enfrentam maiores dificuldades logísticas para comparecer aos Cartórios ou Postos Eleitorais.” 

O deslocamento até a aldeia apresenta desafios logísticos. O trajeto é feito por estrada não pavimentada, sem sinalização e de infraestrutura precária. A complexidade do acesso justifica a mobilização da Justiça Eleitoral diretamente na localidade, garantindo que os cidadãos possam exercer seus direitos eleitorais. 

 Documentos  

O atendimento nos mutirões da Justiça Eleitoral é ágil. Para ser atendido, basta apresentar um documento oficial com foto, físico ou digital. Em casos de transferência ou mudança de domicílio, é necessário apresentar também um comprovante de endereço. 

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O eleitor ou a eleitora sai com o título em mãos e recebe orientação para baixar o aplicativo e-Título, que funciona como título digital com foto. Importante: qualquer eleitor ou eleitora pode ser atendido em ações da Justiça Eleitoral em qualquer parte de Mato Grosso, sem necessidade de votar ou residir na cidade onde a ação ocorre. 

A biometria é o processo de identificação pelas impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. Este cadastro é pessoal e intransferível, garantindo que cada eleitor vote apenas uma vez. 

O sistema biométrico fortalece a segurança e a inclusão no processo de votação. Ele impede a duplicidade no cadastro e assegura a autenticidade do eleitor. Além disso, garante agilidade na identificação, otimiza o tempo de votação e aumenta a confiabilidade dos resultados das eleições. 

Daniel Dino

Assessoria TRE-MT

 

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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