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Pleno do TRE-MT profere decisões com aplicação da linguagem simples

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Em cumprimento ao Pacto Nacional do Judiciário pela Linguagem Simples, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) tem proferido decisões judiciais utilizando linguagem clara e acessível. Na sessão plenária desta terça-feira (25.06), por exemplo, 12 processos foram julgados com aplicação da linguagem simples.

Além disso, desde a adesão do Tribunal ao Pacto, realizada em março de 2024, o assunto já foi ressaltado e consta em atas de quatro sessões plenárias do TRE-MT. Os processos da pauta da última sessão julgados com o uso da linguagem simples tiveram relatoria dos juízes-membros Edson Dias Reis e Eustáquio Inácio de Noronha Neto, sendo 7 e 5 processos, respectivamente.

Somente o juiz Edson Dias Reis, que coordena a implementação do projeto de linguagem simples no TRE-MT, relatou, até o momento, 17 processos desde a adesão. Ele destaca a importância da incorporação desta prática na rotina de julgamentos e outros processos do Tribunal. “É uma medida que nos provoca a mudar a forma de proferir decisões, sem prejuízos legais e resguardando toda a norma jurídica. Precisamos nos habituar a aplicar uma linguagem simples e clara não só nas decisões judiciais, mas em toda forma de comunicação, de domo que seja compreendida por todos e todas”.

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Conforme prevê o pacto, o objetivo é adotar linguagem simples, direta e compreensível a todos os cidadãos e cidadãs na produção das decisões judiciais e na comunicação geral com a sociedade. Além disso, a linguagem simples também pressupõe acessibilidade. Nesse sentido, os tribunais devem aprimorar formas de inclusão, com uso de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e audiodescrição ou outras ferramentas similares, sempre que possível. O TRE-MT já utiliza a tradução em Libras em todas as sessões plenárias desde 2022, antes mesmo da publicação da Recomendação CNJ n° 144, de 25 de agosto de 2023, que recomenda aos Tribunais que implementem o uso da linguagem simples nas comunicações e atos que editem.

O TRE-MT tem feito projetos e capacitações para os públicos interno e externo, com o objetivo de implementar, de forma gradativa, a linguagem simples nas decisões judiciais e nas comunicações oficiais do órgão, a exemplo da palestra realizada nesta quarta-feira (26.06).

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem da captura de tela que mostra juízes e juízas-membras do TRE-MT, na sessão plenária virtual do TRE-MT.

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Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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