A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta sexta-feira (5.12), a segunda fase da Operação Alta Frequência, voltada ao combate a uma rede de distribuição de drogas atuante na capital e na região metropolitana.
As ordens judiciais foram deferidas após investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), que apontaram que o grupo criminoso atuava com ramificações em festas, eventos culturais e pontos de venda clandestinos.
Na operação, foram cumpridos três mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá. Dois dos alvos das ordens judiciais também foram presos em flagrante. Um deles é identificado como fornecedor de maconha para integrantes da rede criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas porções de maconha, balança de precisão, embalagens tipo ziplock e aparelho celular.
Na residência de outro alvo, no bairro Residencial Salvador Costa Marques, em Cuiabá, os policiais apreenderam uma bolsa com R$ 5.596,00 em dinheiro, uma porção média de maconha e pinos com resquícios de cocaína, ocultados em buracos no muro da casa. No imóvel, também foi encontrado um veículo Fiat Uno com sinais de identificação adulterados.
A investigação da Denarc, iniciada em 2024, já revelou vínculos estáveis entre fornecedores e distribuidores de diferentes tipos de drogas, incluindo maconha, substâncias sintéticas e psicodélicas.
A segunda fase teve o objetivo de avançar sobre a cadeia de abastecimento do grupo, identificando fontes de fornecimento e fluxos logísticos utilizados na capital.
Os presos foram conduzidos à Denarc, interrogados e autuados em flagrante. Também foi representado pela conversão da prisão em flagrante em preventiva. A Polícia Civil reforça que a operação permanece em andamento e novas ações poderão ocorrer conforme avanço das investigações.
Histórico da Operação
A operação Alta Frequência é o desfecho das investigações iniciadas no ano de 2024, em que a equipe da Denarc apreendeu uma estufa de maconha em janeiro de 2024, em uma residência no bairro Jardim Leblon, em Cuiabá.
Com o avanço das investigações, no mês de maio, a equipe apreendeu grande quantidade de drogas no bairro Santa Amália, resultando na prisão em flagrante de um casal que comercializava entorpecentes.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, o suspeito chegou ao local com uma encomenda que teria acabado de receber. A caixa continha autofalantes com drogas escondidas.
A ação resultou na apreensão de aproximadamente 200 gramas de flor de maconha, além de doces contendo maconha, MDA (metanfetamina), cogumelo, balanças de precisão, entre outros objetos utilizados para o tráfico de drogas.
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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