A Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia de Polícia e da Delegacia Regional de Cáceres (228 km a oeste de Cuiabá), deflagrou na manhã desta quinta-feira (15.08), a Operação Resquício para cumprimento de 41 ordens judiciais, contra membros de uma organização criminosa instalada em todo o Brasil e com ramificação na região oeste de Mato Grosso.
Os mandados, sendo 13 de prisão preventiva, seis de busca e apreensão domiciliar e 22 de medidas cautelares diversas de prisão, foram expedidos pela Quarta Vara Criminal de Cáceres, com base em investigações da Polícia Civil com foco no combate aos crimes de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e expansão do crime organizado na região.
As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Cáceres, Mirassol d’Oeste e Cuiabá. Os trabalhos contam com apoio das equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especial de Fronteira (Defron), CanilFron e também da Força Tática e 6º Batalhão da Polícia Militar.
A investigação teve início em abril de 2023, após denúncias de que integrantes de uma organização criminosa utilizavam uma residência no bairro Jardim Marajoara para atuar com a venda de entorpecentes. Com base nas informações, a polícia passou a monitorar o local, onde foi identificado um dos investigados, apontado como figura-chave dentro da organização criminosa.
O desdobramento das investigações levou à descoberta de uma complexa rede de comunicação entre os membros da organização criminosa, que evidenciou não apenas o tráfico de entorpecentes, mas também a atuação da facção na comercialização de armas de fogo, fortalecendo a estrutura criminosa na região.
O delegado Regional de Cáceres, Higo Rafael Ferreira de Oliveira, coordenador da operação, destacou o compromisso da Polícia Civil de Mato Grosso em entregar trabalhos qualificados ao Ministério Público e ao Judiciário, e ressaltou a colaboração de todas as equipes policiais e órgãos envolvidos, que possibilitaram a desarticulação da organização criminosa na região.
“A Polícia Civil de Mato Grosso está empenhada em combater o crime organizado e garante que operações como esta continuarão a ser realizadas para garantir a segurança da população e o enfraquecimento das facções criminosas no estado”, disse o delegado.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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