A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Sapezal, deflagrou nesta terça-feira (16.12), a Operação Nexus Ruptus, para cumprimento de 52 ordens judiciais em desfavor de integrantes de uma facção criminosa instalada na região.
Foram cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, nos municípios de Sapezal, Campo Novo do Parecis, Comodoro, Nortelândia, Cuiabá, e também na cidade de Corumbá, no Estado de Mato Grosso do Sul.
Os alvos são investigados por envolvimento nos de crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
Investigação
As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça, embasadas nas investigações conduzidas pela Delegacia de Sapezal, após três prisões realizadas no ano de 2023, ocasião em que houve a apreensão de grande quantidade de entorpecente.
Em continuidade as diligências os policiais civis conseguiram avançar nas apurações, bem como identificar a participação de outros indivíduos envolvidos.
Os suspeitos são investigados por contribuírem atuando como apoio direto e indireto à estrutura da facção para as atividades ilícitas, como o tráfico de drogas, cometidas pela organização no Estado de Mato Grosso.
Conforme o delegado de Sapezal, Heberth Hugo Montenegro de Souza, essa ação reforça o compromisso da instituição no enfrentamento às facções criminosas e a repressão qualificada à criminalidade.
“A Polícia Civil de Sapezal trabalha incansavelmente para identificar e prender criminosos, com objetivo de garantir a ordem pública e a segurança da sociedade”, destacou o delegado Heberth Hugo.
Integração
Coordenada pela Delegacia de Polícia de Sapezal, a Operação Nexus Ruptus contou com apoio das equipes da Regional de Tangará da Serra, Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e 1ª Delegacia de Tangará da Serra, Delegacia de Brasnorte, Delegacia de Comodoro, Delegacia Regional de Cáceres, Delegacia de Araputanga, 1ª Delegacia de Cáceres, Delegacia de Campo Novo do Parecis, Delegacia de Nortelândia, além da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).
Médicos que atuam no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) afirmam estar sem receber pelos serviços prestados desde o mês de abril e denunciam que a situação tem comprometido a assistência à população e as condições de trabalho dentro da unidade.
Segundo os profissionais, os pagamentos permanecem em atraso há meses, gerando insegurança financeira para dezenas de médicos que continuam exercendo suas funções em plantões de alta complexidade, mesmo sem remuneração.
De acordo com o relato dos médicos, a gestão do prefeito Abílio Brunini ainda não teria realizado os repasses financeiros necessários ao Hospital Municipal de Cuiabá, o que estaria impedindo o pagamento dos profissionais. A categoria cobra transparência sobre a destinação dos recursos e um posicionamento oficial da administração municipal quanto à regularização dos valores devidos.
Os profissionais ressaltam que a saúde pública depende da valorização de seus trabalhadores e alertam que a manutenção dos atrasos pode comprometer a permanência de médicos nos plantões, afetando diretamente o atendimento à população.
Até o momento, os médicos aguardam uma solução por parte da Prefeitura de Cuiabá e da administração do HMC, bem como um cronograma oficial para a quitação dos pagamentos em atraso.
A reportagem será atualizada caso a Prefeitura de Cuiabá, a direção do Hospital Municipal de Cuiabá ou a Secretaria Municipal de Saúde se manifestem sobre o caso.
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