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Polícia Civil desarticula grupo criminoso envolvido em furto de defensivos agrícolas em propriedade rural de Primavera do Leste

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta segunda-feira (12.1) a Operação Bumerangue para cumprimento de ordens judiciais contra um grupo criminoso envolvido em crime de furto qualificado de mais de R$ 300 mil em defensivos agrícolas, ocorrido no mês de outubro de 2025, em uma propriedade rural de Primavera do Leste.

As ordens judiciais, sendo três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão, foram deferidas pela 2ª Vara Criminal de Primavera do Leste e têm como alvo um criminoso conhecido no estado pela atuação em furtos de defensivos e outros dois comparsas nos crimes.

Os mandados foram expedidos com base em investigações realizadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e cumpridos com apoio da equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste.

O grupo criminoso, envolvido em diversos furtos de defensivos no estado, foi identificado após investigações instauradas para apurar o furto qualificado, ocorrido no dia 27 de outubro, em uma propriedade rural em Primavera do Leste.

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Na ocasião, os criminosos subtraíram diversos defensivos agrícolas, avaliados em mais de R$ 300 mil, além de óleo diesel, uma carreta para carga de gás e outros utensílios. Um fato que chamou atenção, foi de os criminosos terem selecionado os defensivos agrícolas de valor mais relevantes, evidenciou-se que se tratava de especialistas na prática do crime.

Iniciadas as investigações, foi possível identificar um veículo Chevrolet S-10 e um micro-ônibus utilizados na prática criminosa. Com a identificação dos veículos e avanço das diligências investigativas foi possível chegar aos autores do crime.

A caminhonete utilizada no dia do furto foi posteriormente localizada na residência do líder do grupo, criminoso reincidente na prática de furto qualificado de defensivos. Diante dos elementos apurados, o delegado da GCCO, Antenor Junior Pimentel Marcondes, representou pelas ordens judiciais que foram deferidas pela Justiça.

Bumerangue

O nome da operação simboliza o caráter reiterado e cíclico da atuação criminosa da quadrilha especializada em furtos de defensivos, marcada pela reincidência e pelo retorno imediato às práticas ilícitas após a saída do sistema prisional.

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A operação culmina novamente na prisão dos envolvidos em razão da atuação da Polícia Civil, que desarticulou o grupo e interrompeu, mais uma vez, esse ciclo criminoso, devolvendo os suspeitos ao cárcere.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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