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Polícia Civil inaugura Sala de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual em Canarana

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A Polícia Civil inaugurou a nova Sala de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica e Sexual da Delegacia de Canarana. O espaço vai além de um local para formalizar denúncias, sendo um ponto de acolhimento onde as vítimas podem se sentir seguras e amparadas.

A iniciativa para criação da sala para atendimento especializado às vítimas foi liderada pelo delegado titular, Flávio Leonardo Santana Silvas. Para ele, o espaço simboliza um avanço significativo no apoio e proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade no município.

“Esta sala representa a nossa luta contra a violência, mas também a garantia de que as mulheres terão acesso a uma rede de apoio estruturada, com atendimento acolhedor”, afirmou.

Para o delegado Regional de Água Boa, Valmon Pereira, a sala de atendimento é essencial para a continuidade de ações de proteção e prevenção à violência contra mulheres, fortalecendo o papel da Delegacia de Canarana como referência no combate a esse tipo de crime.

“O espaço reafirma o compromisso em trabalhar em conjunto pela segurança e dignidade das vítimas, dando suporte emocional e social às mulheres que buscam auxílio”, disse o Regional.

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A cerimônia de inauguração, realizada na última terça-feira (17.09), contou também com a presença do Juiz de Direito da Comarca de Canarana, Carlos Eduardo, além de representantes da Prefeitura Municipal, do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Polícia Militar, do Conselho Tutelar e outras instituições que integram a rede de proteção às vítimas.

Fonte: Governo MT – MT

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Após feminicídio, secretária reforça importância de vítimas de violência manterem medidas protetivas

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A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância das vítimas de violência doméstica confiarem na rede de proteção e manterem as medidas protetivas.

O alerta foi feito após uma mulher, identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, ser assassinada a tiros, nesta terça-feira (23.6), em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos. O crime está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio consumado.

Ele já possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em novembro de 2025, após um pedido feito pela própria vítima, a medida protetiva que existia contra o investigado foi revogada e ele voltou a responder ao processo em liberdade.

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.

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Segundo Mariell Antonini, a violência doméstica costuma seguir um ciclo que tende a se agravar ao longo do tempo.

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

As primeiras denúncias contra o suspeito foram registradas em 2023, quando Gleici procurou as autoridades para relatar episódios de violência doméstica. Em 2024, novas intervenções policiais ocorreram por crimes como lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, todos envolvendo o mesmo casal.

Já em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas de urgência em favor de Gleici. Meses depois, entretanto, a vítima solicitou a revogação da medida, o que resultou na liberdade do suspeito.

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Fonte: Governo MT – MT

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