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Polícia Civil investiga duas tentativas de feminicídios ocorridas em Chapada dos Guimarães no fim de semana

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Chapada dos Guimarães, procura pelos autores de duas tentativas de feminicídio ocorridas no último fim de semana, no município. Os autores, já identificados, devem se apresentar na unidade policial. 

O delegado Ricardo Franco instaurou inquéritos para apurar os crimes cometidos contra duas mulheres, uma de 54 anos e outra de 45 anos, ambas feridas com golpes de arma cortante. 

Na madrugada de domingo (30.10), a Polícia Militar foi comunicada pela Unidade de Pronto Atendimento sobre um paciente que deu entrada no local com perfuração por arma branca. A vítima, de 54 anos, relatou que o ex-marido foi até sua residência e a atacou. Quando ela tentou se defender das agressões, foi ferida antebraço e na mão e depois do crime, o agressor fugiu do local. 

A equipe da PM realizou rondas nas proximidades da residência da vítima, mas o suspeito não foi localizado. 

A outra tentativa de feminicídio foi registrada no bairro Bela Vista, no sábado. A vítima, de 45 anos, foi socorrida à UPA com perfurações também causadas por faca. A vítima estava em sua residência fazendo o jantar, quando ocorreu uma discussão com seu convivente, de 51 anos. 

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Após a discussão, ele saiu da casa e quando retornou estava alterado e atacou a mulher, desferindo vários golpes de faca que a lesionaram nas costas, perna e no tórax. Depois do primeiro atendimento na UPA, a vítima foi transferida para Cuiabá.  Ambas as vítimas estão fora de risco de morte. 

O delegado e o chefe de investigações realizaram diligências nos locais dos crimes e coletaram informações para subsidiar os inquéritos. Foram requisitados exames de corpo de delito nas vítimas e testemunhas serão ouvidas no decorrer da semana. 

“Os autores devem se apresentar na delegacia ainda nesta semana. Caso não se apresentem, vamos representar à Justiça pelas prisões preventivas de ambos. Um deles, inclusive, tem registros criminais anteriores”, esclareceu o delegado Ricardo Franco.

Fonte: GOV MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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