MATO GROSSO

Polícia Civil prende autor de duplo homicídio ocorrido neste ano em Campo Verde

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Policiais civis de Mato Grosso prenderam, na tarde deste sábado (30.11), em Alto Araguaia, cidade do sul do Estado, o segundo autor de um duplo homicídio ocorrido em março deste ano, em Campo Verde.

A ação conjunta envolveu o trabalho do Núcleo de Inteligência da Regional de Primavera do Leste e Delegacias de Campo Verde e de Alto Araguaia.

F.D.S.M., de 20 anos, estava escondido na casa dos pais. Ele tentou fugir da abordagem policial pulando o muro da residência, mas foi capturado.

Além do mandado de prisão preventiva expedido pela 3a Vara Criminal de Campo Verde, o criminoso também foi autuado em flagrante na Delegacia de Alto Araguaia pelo crime de subtração de incapazes.

Ao fugir de Campo Verde após cometer o duplo homicídio, ele levou consigo, sem autorização da família, a namorada de 15 anos e a filha do casal, com 4 meses de vida.

Os Conselhos Tutelares de Campo Verde e Alto Araguaia foram acionados para providências sobre o acolhimento da adolescente e da criança, que foram resgatadas da residência onde estavam.

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A prisão preventiva será comunicada ao juízo criminal de Alto Araguaia, onde o preso passará por audiência de custódia.

Outro indiciado pelo duplo homicídio foi preso logo após o crime. As investigações seguem agora para conclusão do inquérito policial.

O duplo homicídio

Lucas Eduardo Pinto Braga, de 20 anos, era natural do Maranhão, e Luiz Ernandes da Silva, de 19 anos, do Tocantins, e estavam em Campo Verde a trabalho.

Os dois desapareceram no dia 10 de março deste ano, após saírem do alojamento da empresa onde trabalhavam depois que um jovem chegou ao local e chamou as vítimas, que o acompanharam. Os rapazes não retornaram ao alojamento e a empresa não conseguiu mais contato com eles.

Equipes da PM e da Polícia Civil iniciaram diligências para esclarecer os desaparecimentos e localizaram os corpos das vítimas em uma área de mata. Na sequência da investigação, a equipe da Delegacia de Campo Verde identificou a pessoa que chamou as vítimas no alojamento e os executores do crime.

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Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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