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Polícia Civil prende homem que perseguia e ameaçava matar ex mesmo após medidas protetivas

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A Polícia Civil prendeu, no sábado (15.11), um homem de 69 anos acusado de ameaça e perseguição no âmbito da Lei Maria da Penha, em Guarantã do Norte.

A vítima, de 45 anos, procurou a Delegacia de Matupá pela primeira vez em março deste ano, afirmando que seu ex-namorado a estava ameaçando de morte, mandando diversas mensagens e a perseguindo em vários lugares.

À época, ela relatou já ter sido agredida pelo suspeito fisicamente e solicitou medidas protetivas. Porém, no dia 10 deste mês, a vítima precisou procurar a Polícia Civil novamente, informando que, ao chegar no trabalho, na madrugada do dia 8 de novembro, viu o veículo do ex-namorado parado e o suspeito a observando.

Ela entrou e logo o investigado tentou entrar no local, mas a vítima trancou a porta. Diante disso, o suspeito passou a ameaçá-la de morte e xingá-la. A vítima contou à polícia que o ex-namorado estava com uma arma de fogo na cintura. Com medo, ela procurou a Polícia Civil.

Diante da gravidade dos fatos, o delegado Emerson Marques Lima instaurou um inquérito policial e identificou que havia o risco de um possível feminicídio, visto que o suspeito havia procurado a vítima três vezes fazendo ameaçadas de morte com uso de arma de fogo e tinha histórico de passagem por posse de arma.

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Diante disso, o delegado representou pela prisão preventiva do suspeito e pela busca e apreensão domiciliar, prontamente deferidas pelo Judiciário, após parecer favorável do Ministério Público Estadual.

Na manhã do último sábado (15.11), a equipe do Núcleo de Investigação de Crimes Contra a Mulher da Delegacia de Matupá cumpriu os mandados de prisão e de busca e apreensão contra o investigado em Guarantã do Norte. O suspeito foi preso e encaminhado para a delegacia e, posteriormente, ao presídio de Peixoto de Azevedo.

Fonte: Governo MT – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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