A Polícia Civil de Mato Grosso, em ação conjunta com a Polícia Civil do Pará, prendeu, na segunda-feira (15.12), um homem, de 33 anos, apontado como o líder de um grupo criminoso envolvido no furto e comércio clandestino de combustíveis.
A prisão ocorreu no distrito de Moraes de Almeida, em Itaituba (PA), após informações fornecidas pela Delegacia de Guarantã do Norte, que há meses investigava o grupo. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Única de Guarantã do Norte, evidenciando a gravidade e a complexidade do esquema criminoso.
As investigações revelaram que a rede era dedicada ao furto, distribuição e revenda ilegal de combustíveis, com ramificações que movimentavam milhões de reais e afetavam a ordem econômica.
O modo de operação envolvia o desvio de combustíveis por caminhoneiros, que eram armazenados em grandes reservatórios para posterior comercialização, principalmente para garimpos ilegais.
O suspeito preso nessa segunda-feira é apontado como o principal articulador e financiador dessa estrutura criminosa, sendo responsável por coordenar as ações e a ocultação de valores ilícitos.
Além de sua prisão, a justiça também autorizou outras medidas, como buscas e apreensões em endereços relacionados aos investigados, quebra de sigilo de dados telefônicos, bloqueio de valores em contas bancárias e sequestro de veículos utilizados nas atividades ilícitas. Essas ações visam desmantelar completamente a organização e garantir a aplicação da lei penal.
“A captura do líder da organização criminosa representa um avanço significativo no combate a essa modalidade de crime, que gera prejuízos substanciais às empresas vítimas e à sociedade. A operação reforça a importância da cooperação entre as forças policiais para desarticular organizações criminosas”, afirmou o delegado Waner dos Santos Neves.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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