Uma mulher e um homem envolvidos com a distribuição e comércio de entorpecentes em Cuiabá e Lucas do Rio Verde foram presos em flagrante pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (12.12), após serem flagrados no estacionamento de uma academia em Várzea Grande.
A investigação conduzida pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde, indicaram que a mulher de 36 anos saiu do município para buscar drogas com o suspeito, de 22 anos, em Várzea Grande.
A ação, realizada com apoio da equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), resultou na apreensão de diversas porções de entorpecentes, entre maconha e pasta base, arma de fogo e munições.
A prisão dos traficantes ocorreu após policiais da Derf de Lucas do Rio Verde receberem informações de que um carro sairia da cidade com o objetivo de buscar drogas, que posteriormente seriam levadas para o município de Governador Valadares (MG).
A partir das informações os policiais iniciaram o acompanhamento do veículo Fiat Mobi desde a saída de Lucas do Rio Verde até o monitoramento da suspeita já em Várzea Grande. Durante as diligências foi possível flagrar o momento em que a suspeita vai até o estacionamento da academia, buscar a droga com o outro investigado.
Com eles, os policiais apreenderam cinco tabletes de maconha, três tabletes de pasta base, uma sacola com pasta base em pó, uma bolsa com resquícios de pasta base, um revólver e mais cinco munições intactas, além do veículo Fiat Mobi e os celulares dos suspeitos.
Ao perceber que seriam abordados, o suspeito, que estava em posse da arma de fogo, ainda acelerou o carro contra uma das equipes policiais.
Diante dos fatos, todo material ilícito foi apreendido e os suspeitos conduzidos à Denarc, onde após serem interrogados, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O suspeito também foi autuado pelo crime de posse ilegal de arma de fogo e munições.
Após as providências na delegacia, os dois traficantes foram colocados à disposição da Justiça.
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.