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Polícia Civil prende um dos autores de roubo de joias em Juína avaliadas em R$ 600 mil

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Policiais civis de Juína e de Aripuanã prenderam em flagrante, nesta terça-feira (20.08), um dos autores de um roubo de joias ocorrido no início da semana.

Elizeu Moreira dos Santos, de 24 anos, e o comparsa, Renato Ferreira Guedes, que está foragido, foram identificados pela equipe de investigação da Delegacia de Juína como os autores do roubo em uma residência da cidade na noite de 19 de agosto.

A dupla armada sequestrou uma vendedora das joias enquanto ela estava na manicure, no bairro Módulo 5. Em seguida, os criminosos foram até a residência da vendedora, onde os objetos estavam guardados, e levaram todo o estoque da vítima. A manicure também ficou sob o domínio da dupla e teve uma motocicleta Honda Biz roubada. Após algum tempo amarrada, ela conseguiu se soltar, gritou por socorro e em seguida acionou a polícia.

Imediatamente após ser comunicada sobre o roubo, a Delegacia de Juína passou a analisar as imagens de videomonitoramento que flagraram o trajeto dos criminosos e em diligências identificou os autores do crime. Após identificá-los, a dupla foi reconhecida pelas vítimas e por testemunhas.

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A dupla criminosa tentou fugir de Juína no Toyota Corolla da revendedora de joias, mas por não conseguirem dirigir o veículo automático, ambos fugiram usando a motocicleta da outra vítima. Seguindo os rastros dos suspeitos, a equipe de investigação localizou a dupla em uma região de mata entre os distritos de Filadélfia, em Juína, e Morena, em Aripuanã. Após abordá-los, Elizeu foi rendido e preso. Já Renato fugiu para dentro da floresta, onde permanece escondido.

Força policial segue em busca

Em razão da dificuldade de acesso à área de mata, equipes da Polícia Civil e Militar seguem fazendo cerco na região para prender Renato. Um efetivo de aproximadamente 50 policiais das forças de segurança trabalham ininterruptamente para a prisão do criminoso, a fim de garantir a segurança dos moradores locais. A força-tarefa permanecerá no local até a captura de Renato.

Um casal que tentou resgatar a dupla criminosa foi interceptado pela Polícia Militar na noite de terça-feira, após troca de informações com a Polícia Civil. Os dois foram encaminhados para a Delegacia de Aripuanã, onde serão autuados em flagrante.

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Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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