Equipes da Polícia Militar recuperaram nove veículos e desarticularam uma quadrilha de 14 criminosos por furto a uma concessionária de Tangará da Serra, na tarde deste domingo (21.01). Na ação conjunta, os criminosos e veículos foram localizados nas cidades de Tangará da Serra, Nova Olímpia e Jangada.
Conforme o boletim de ocorrência, a PM foi acionada após receber informações de um furto em uma concessionária de veículos no bairro Jardim Aeroporto, em Tangará da Serra. De acordo com a denúncia, feita por um dos funcionários do local, veículos Renault Oroch prata teriam sido furtados e parte da quadrilha ainda estaria pela região.
No local, os militares constataram os fatos e conseguiram interceptar três suspeitos, incluindo uma mulher. Questionados sobre o crime, confessaram que o objetivo era furtar ainda mais veículos, mas fugiram ao perceber a presença do funcionário, e não revelaram mais detalhes sobre os carros levados anteriormente.
Equipes policiais das cidades próximas foram acionadas sobre o crime e receberam informações dos carros levados.
Em Nova Olímpia, a PM interceptou um veículo com as mesmas características de um dos carros furtados e prendeu em flagrante o condutor do carro. O suspeito afirmou que teria sido acionado para buscar o carro e conduzir o automóvel para Cuiabá. Ainda em diligências pela região, as equipes militares de Jangada conseguiram abordar o restante dos veículos e prender os suspeitos que conduziam os carros.
Parte dos veículos foi encontrada em um pedágio na divisa das cidades de Rosário Oeste e Jangada, enquanto o restante estava no perímetro urbano da cidade.
Um dos carros fugiu do cerco policial e capotou na rodovia. Dois ocupantes do veículo fugiram em direção a uma mata e foram localizados no início da noite, escondidos próximo a um bar da cidade. Perguntados sobre o crime, afirmaram que a ordem do furto teria sido dada por uma organização criminosa e que os carros estavam sendo levados para Cuiabá.
Todos os suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados para as Delegacias das cidades onde ocorreram as prisões. Um dos suspeitos foi identificado com mandado judicial em aberto e teve sua prisão cumprida. Os veículos também foram levados para as delegacias, sendo alguns deles com danos.
Participaram das diligências equipes da PM de Tangará da Serra, Nova Olímpia, Barra do Bugres, Jangada, Rosário Oeste, Acorizal, Nobres, Força Tática do 2º e 7º Comandos Regionais e Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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