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Prêmio Jejé de Oyá homenageia protagonistas negros neste sábado (29)

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Em cerimônia aberta ao público, o Prêmio Jejé de Oyá 2023 apresenta, no próximo sábado (29.04), a partir das 19h, as personalidades negras reconhecidas como protagonistas de Cuiabá e da baixada cuiabana. O evento tem patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e será realizado no Teatro Zulmira Canavarros, em Cuiabá.

“É com muita honra que patrocinamos o evento em homenagem a uma das figuras mais conhecidas e irreverentes da cultura cuiabana, o Jejé de Oyá. E além disso, é um projeto que celebra o protagonismo do povo negro na história de nossa capital e região”, destaca o secretário da Secel, Jefferson Carvalho Neves.

O evento foi viabilizado por meio de emenda parlamentar atendida pela Secel. Durante a cerimônia, os escolhidos pelo júri composto por especialistas em questões étnicos-raciais receberão uma estatueta produzida pela artista mato-grossense Rosylene Pinto. Além dos dez premiados, também serão homenageadas com menção de aplausos outras quatro personalidades reconhecidas pela curadoria do Prêmio.

“Mais um ano em que honraremos mais pessoas negras que são destaques nas suas áreas de atuação, que são protagonistas, que contribuem com o desenvolvimento da capital mato-grossense em diversos setores e que tem escrito seus nomes na história de Cuiabá e da Baixada Cuiabana, tal qual Jejé de Oyá fez”, afirma Jeferson Bertoloti, idealizador e coordenador do prêmio.

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Todo o evento será embalado com muita música, dança e performances artísticas, que incluem o coral da UFMT, o grupo folclórico Flor de Atalaia, a cantora Pacha Ana e artistas da Cena Urbana e DJ Spinha. Também serão expostas informações sobre os feitos de Jejé de Oyá, bem como de todas as personalidades negras que serão homenageadas.

Após a cerimônia haverá a Festa Black Podre de Chique no Bar da Lagoa, localizado no Parque das Águas, em Cuiabá. Agitarão essa festa os seguintes artistas: Banda Mandala Soul, MC Dinero, Xinn Beats, Luisa Lamar, Foguinho, Buriti Nago, Pacha Ana e Banda.

A cerimônia e a festa têm entrada gratuita. Para garantir a entrada nos dois eventos é necessário retirar a pulseira entre às 19h e 19h45, no teatro Zulmira Canavarros.

“A expectativa para o grande dia da entrega da premiação é altíssima. Vamos lotar o teatro! Vamos honrar todo o povo negro que fez muito e continua fazendo”, convida Bertoloti.

Jejé de Oyá e o protagonismo negro

Conforme a historiadora e pesquisadora Elaine Barros, o prêmio também é uma forma de reparação histórica sobre os feitos de Jejé de Oyá e dos muitos trabalhadores negros que sempre contribuíram com o crescimento e desenvolvimento nos quatros cantos do Brasil.

“No trabalho que venho desenvolvendo já encontrei vários relatos sobre a luta de Jejé para ser respeitado, acessar diferentes espaços sociais, desenvolver trabalhos nas áreas da alfaiataria, do carnaval, das ações beneficentes, do colunismo social, da política, da cultura e da religião. De um jeito irreverente e ao mesmo tempo com seriedade, Jejé nos ensinou sobre ser quem se quer ser e sobre a importância da arte, do sorriso e do auto-empoderamento”, explica a historiadora.

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Toda essa trajetória de José Jacinto Siqueira, nome de batismo de Jejé de Oyá, está registrada em materiais de jornais e também em documentos públicos guardados nos arquivos históricos da capital. Elaine está há anos se debruçando nesse acervo.

“A vida de Jejé foi muito cheia de acontecimentos, dos que ele viveu e dos que ele escreveu. O Prêmio vem para ressaltar o legado de Jejé, mas também para mostrar toda a contribuição do povo negro na nossa sociedade. Esse povo que por vezes não deixaram sua voz ecoar por causa do racismo”, ressalta.

Ainda segundo a historiadora, quando Jejé de Oyá gostava da produção de uma pessoa ele a elogia dizendo: “Que podre de chique”. Então o nome da festa é mais uma homenagem ao ícone da cultura cuiabana.

*Com informações da Assessoria do evento

Fonte: Governo MT – MT

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A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

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Fonte: Política MT

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