Com apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), o Projeto Vagalúmens desembarca em Cuiabá e Várzea Grande com uma proposta ousada: trocar as telas pelos gestos e ensinar participantes a criar imagens luminosas de forma manual, artesanal e altamente inventiva.
As oficinas gratuitas de projeções analógicas seguem até 3 de dezembro e são abertas a estudantes da rede estadual, educadores, artistas e ao público em geral. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link disponibilizado pela organização.
A iniciativa também passa pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ampliando o alcance formativo e convidando novos públicos a explorar luz, transparências e engenhosidades manuais.
A proposta é simples e poderosa: mostrar que inovação não depende apenas de tecnologia avançada, mas de olhar curioso, gesto atento e liberdade para experimentar.
Nas oficinas, os participantes aprendem a construir projetores manuais e a criar imagens luminosas usando lanternas, retroprojetores e transparências. É um processo artístico acessível, coletivo e profundamente criativo, que une arte, ciência e pedagogia. A metodologia estimula autonomia, imaginação e autoria, valores centrais do Vagalúmens.
A professora Rúbia Maria do Prado, de uma das escolas participantes, destaca o impacto da experiência: “Através da arte, eles enxergam um mundo mais sensível e colorido. A metodologia inspira, desperta curiosidade e será replicada pelos próprios estudantes para os 200 alunos do ensino médio, mostrando também seu potencial de aprendizagem profissional”.
A jornada formativa é liderada pelos artistas Mozart Santos e Rogério Mendes, cujos trabalhos conectam diferentes linguagens e universos estéticos.
Mozart Santos é artista visual transmídia, reconhecido por suas projeções e experimentações em vídeo mapping que misturam alta e baixa tecnologia, memória, poesia urbana e afetos.
Rogério Mendes atua há mais de 20 anos no campo da arte contemporânea, com pesquisas que atravessam grafite, muralismo, ilustração, stencil e lambe-lambe.
Com olhares distintos, mas complementares, os dois se encontram no propósito de formar pessoas capazes de fazer a luz agir — e criar — de maneiras surpreendentes.
Com curadoria de Daniela Kern, a realização é do hub de arte e tecnologia Projeções Poéticas, com apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Associação Aqui é Mato, Assembleia Legislativa, Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), entre outros.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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